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Saúde

Após nova internação de criança com bactéria E. coli, especialistas alertam para prevenção

A bactéria Escherichia coli enterohemorrágica, encontrada na criança de dois anos, internada na UTI do Cias Unimed, é uma das variantes mais ...

Infectologista Lauro Ferreira Pinto: “Em humanos, provoca anemia”

Última atualização

Infectologista Lauro Ferreira Pinto: “Em humanos, provoca anemia” (Foto: Fred Loureiro/Secom-ES)

A bactéria Escherichia coli enterohemorrágica, encontrada na criança de dois anos, internada na UTI do Cias Unimed, é uma das variantes mais agressivas da espécie. De acordo com o médico infectologista Lauro Ferreira Pinto, esse tipo de E. coli é encontrado no intestino do gado saudável.

“Essa bactéria produz uma toxina que se chama shiga. Em humanos, ela provoca anemia, destrói hemácias e plaquetas e causa insuficiência renal: a síndrome hemolítica urêmica. As reações mais graves acontecem em crianças de 2 a 5 anos”, explicou.

O infectologista disse ser raro o surto desse germe, que pode ser transmitido pela ingestão de água e alimento contaminados, além do contato de mãos sujas com a boca. A médica infectologista Rubia Miossi ressaltou que essa é uma linhagem mais agressiva da bactéria E. coli, já que tem uma mutação capaz de produzir toxinas.

“A ingestão de menos de 100 bactérias desse tipo (Escherichia coli enterohemorrágica) já pode causar a doença. Podemos dizer que é uma linhagem das mais graves ”, avaliou a infectologista.

Os especialistas informaram que a melhor forma de evitar contaminação é através da higiene. É importante lavar bem as mãos, alimentos e utensílios usados para manuseá-los.

Veja mais: Criança é internada com bactéria Escherichia coli em Vitória

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