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Saúde

As doenças que mais consomem dinheiro das famílias no Estado

Quando surge uma notícia de doença grave, a sensação é “de ficar no chão”, como define quem enfrenta ou já lutou contra o problema. O pesadelo fica ...

Última atualização

Quando surge uma notícia de doença grave, a sensação é “de ficar no chão”, como define quem enfrenta ou já lutou contra o problema. O pesadelo fica ainda pior quando o tratamento impacta o lado financeiro.

Existem pelo menos cinco, como diabetes, doenças cardíacas, câncer, Alzheimer e depressão, que mais consomem o dinheiro das famílias, segundo médicos. Os tratamentos são longos e, em muitos casos, os pacientes têm de tomar remédios para o resto da vida.

O cirurgião vascular e presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Leonardo Lessa Arantes, considera que diabetes seja uma das doenças que mais consomem recurso financeiro, especialmente quando ocorrem as complicações.

“Junto com o diabetes têm as outras doenças, como hipertensão arterial, doença renal crônica, as possíveis amputações e outras complicações”, salientou.

O oncologista clínico Fernando Zamprogno disse que quem luta contra o câncer, em alguns casos, não consegue trabalhar da mesma forma, sobretudo por conta de uma quimioterapia após ser submetido a uma cirurgia. “Isso já causa um impacto financeiro. Muitos têm de ficar recebendo auxílio-doença do governo, que às vezes não chega ao que recebia integralmente”.

Zamprogno também citou os medicamentos de apoio no tratamento. “Existem remédios para dor que custam em torno de R$150 a R$ 200 e acabam em uma semana. Então, todo o arsenal de apoio medicamental, sobretudo por via oral que os convênios não são obrigados a pagar, recaem sobre as famílias. A gente tem os opioides, remédios para náuseas, dores neuropáticas. São bastante caros”.

Contudo, ele lembra que o governo tem programas para aliviar essa realidade. “O Estado fornece morfina, remédios para dor neuropática e até fórmulas nutricionais para quem precisa. É necessário que o paciente leve o laudo do seu médico”.

Só que nem sempre isso é possível. “Há remédios específicos para tratar determinado tipo de câncer que não estão disponíveis na rede do SUS e as pessoas precisam recorrer à Justiça, pagar honorários advocatícios para ter acesso”.

Saiba mais 

1 –  Diabetes

É considerado por médicos como uma das doenças que mais consomem recurso financeiro, tanto pelo uso dos remédios que fazem combate, como também com recursos investidos para manter uma dieta.

Porém, o que foi classificado como o fator que mais consome dinheiro são as complicações que, muitas vezes, surgem junto, como hipertensão arterial, doença renal crônica, as possíveis amputações e outras.

Segundo dados, os medicamentos injetáveis necessários para o tratamento do diabetes custam uma média de R$ 450 por mês. Já os medicamentos a serem tomados por via oral têm um custo mensal, por paciente, de cerca de R$ 110.

2 – Alzheimer

O grande custo, segundo médicos, é com o cuidado com o paciente, com cuidador (quando a família não pode dar essa assistência), fisioterapia e nutricionista. Esses profissionais precisam estar 24 horas por dia com ele.

Estima-se que o gasto para cuidar de uma pessoa com Alzheimerseja de R$ 35 mil a R$ 40 mil por ano.

Um levantamento da Alzheimer Association, organização norte-americana, revela que os gastos com um idoso com Alzheimer são três vezes superiores do que com idosos que não têm a doença.

3 – Problemas cardíacos

No caso de doenças como a aterosclerose coronária, em que geralmente o paciente precisa colocar um stent, demandam do paciente gastos para o resto da vida com uma série de medicamentos. A tendência é o tratamento ficar mais caro com o passar do tempo. Alguns medicamentos são disponibilizados na rede pública.

No caso da hipertensão, o paciente também tem de tomar remédio para o resto da vida, já que não tem cura. Ela também leva a doenças concomitantes, como diabetes, doenças carotídeas, o AVC (acidente vascular cerebral), infarto.

4 – Câncer

Geralmente os pacientes que lutam contra o câncer, especialmente os mais agressivos, têm de se afastar do trabalho. Em muitos casos, o tratamento é por toda a vida.

De acordo com médicos ouvidos pela reportagem, o “arsenal de medicamentos”, incluindo os de apoio (especialmente os de via oral), pesam no bolso. Os valores vão depender de cada situação.

5 – Depressão

Além de medicamentos voltados para a doença, o paciente ainda pode ter problemas de saúde concomitantes ou prejuízos financeiros por afetá-lo no trabalho.

Fonte: Médicos entrevistados.

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