
A reportagem é baseada em dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde do Brasil (Anvisa), no 1º Relatório de Importação de Amostras Seminais para uso em Reprodução Humana.
Segundo o órgão, a preferência é apontada por mulheres ricas solteiras e casais de lésbicas. A maior parte dos interessados são de São Paulo e Rio de Janeiro. O interesse teria apenas um objetivo: “branquear” os filhos e garantir que tenham olhos claros e aspecto europeu.
“Com olhos claros, cabelos loiros e algumas sardas no rosto, o doador número 9601 é um dos mais requisitados por mulheres ricas do Brasil que estão importando o DNA de jovens norte-americanos em números sem precedentes”, diz a reportagem do WSJ, assinada por Samantha Pearson.
Para o jornal, a “escolha” é baseada em um “racismo persistente” entre os brasileiros. O Brasil, segundo a reportagem, foi um dos primeiros países a ter um movimento de “melhoria da raça” organizado pela Sociedade Eugênica de São Paulo, criada em 1918. Uma das propostas desta sociedade era “impedir a imigração de pessoas que não fossem brancas”. Com isso, eles importam o material genético de doadores brancos, buscando “branquear os descendentes”.
A reportagem do The Wall Street Journal foi publicada na edição impressa e versão digital.