
Escolas e universidades estão fechadas, assim como alguns bares. Ruas estão vazias e as pessoas evitam sair de casa.
A publicitária Rayane Campana, 24 anos, é de Vila Velha e mora em Bray, próximo de Dublin, desde 2018. Em entrevista ao Tribuna Online, ela contou como está a situação no país.
“Na quinta-feira (12) teve um decreto dizendo que as escolas, creches e universidades seriam fechadas e só retornariam no dia 29 de março. Parece que os museus também vão ser fechados. Foi orientado ainda que eventos em locais fechados e com mais de 100 pessoas e em lugares abertos com mais de 500 pessoas sejam suspensos”, contou.

“O papel higiênico acabou, as pessoas estão estocando esse produto”, disse.
“O que me assustou foi que houve um aumento de 27 casos de coronavírus. São 70 casos da doença aqui na Irlanda. A gente fica preocupado com a atualização diária dos infectados”, disse Rayane.
A também capixaba Flávia Vairo contou que “as comidas e outros itens estão acabando rápido nas prateleiras, por isso os supermerdados precisam repor mais rápido que o normal. A preocupação é que a produção da Irlanda é anual. Se acabar, acabou”.
Ela mora em Vitória e foi para a cidade irlandesa de Cork em fevereiro para estudar inglês durante oito meses. “O coronavírus é sério e a Europa está um caos”, contou Flávia.
Flávia disse ainda que “a minha escola fala que fechar as portas é uma ordem governamental, questão de saúde pública e, por isso, não vão devolver o dinheiro. Então, nos dão a opção de transferir todas as aulas perdidas para o final do curso. Ok, mas o problema é que o custo de vida aqui é muito alto. Se ficarmos aqui mais que o planejado, temos que pagar mais por comida e acomodação. Por exemplo, pago 185 euros por semana para acomodação. Caro!”.
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