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Saúde

Cariacica e Vila Velha investigam mais casos suspeitos de malária

Os municípios de Cariacica e Vila Velha estão investigando casos suspeitos de contaminação por malária.Em Cariacica, segundo a Vigilância ...

Os município de Barra de São Francisco e Vila Pavão estão recebendo medicamentos e kits para exames.

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Os municípios de Barra de São Francisco e Vila Pavão estão recebendo medicamentos e kits para exames.  (Foto: Fred Loureiro/Secom)Os municípios de Cariacica e Vila Velha estão investigando casos suspeitos de contaminação por malária.

Em Cariacica, segundo a Vigilância Epidemiológica do município, o paciente é um homem de 38 anos, morador do bairro Jardim Botânico, que esteve há cerca de um mês em Barra de São Francisco, Noroeste do Estado.

A prefeitura informou que o homem está internado em um hospital particular em Vila Velha e que o primeiro resultado do exame foi negativo para malária, porém o caso continua em investigação, com a realização de um novo teste.

Ainda de acordo com a prefeitura, o último caso confirmado de malária no município foi detectado em janeiro deste ano, em um paciente que esteve na região de Aracruz, provável local de infecção. A prefeitura não soube informar qual tipo de malária foi detectado na época.

Já em Vila Velha, a prefeitura informou que no início da noite de ontem uma gestante de 25 anos deu entrada no Pronto Atendimento de Cobilândia com os sintomas da doença. Ao solicitar atendimento, a gestante contou que esteve recentemente em Nova Venécia, onde ficou por quatro meses trabalhando na colheita de café, e retornou no último sábado. No domingo ela começou a sentir febre.

No Estado, a Secretária de Estado de Saúde (Sesa) diz que há 120 casos confirmados da doença causado pelo Plasmodium falciparum, o mais grave dos quatro tipos de malária. São 96 casos em Vila Pavão e 24 em Barra de São Francisco, com uma morte.

O médico Adenilton Cruzeiro, referência técnica em malária da Sesa, explicou será feito um treinamento com todos profissionais da área da saúde na Grande Vitória. “O objetivo é que o diagnóstico e o tratamento aconteçam de forma rápida”, explicou.

Já a região Noroeste do Estado, onde o surto da doença está concentrado, está recebendo medicação e kits para exame enviados de helicóptero.

Surto é do tipo mais grave da doença

Os números

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foram confirmados até ontem 120 casos de malária, sendo 96 em Vila Pavão e 24 em Barra de São Francisco. Deste total, há uma morte confirmada.

O contágio

Ocorre quando uma pessoa já infectada com o protozário causador da malária é picada pela fêmea do mosquito do gênero Anopheles, que, infectada, transmite a doença ao picar outra pessoa.

O surto que ocorre no Noroeste do Estado é causado pelo protozoário Plasmodium falciparum, que é o mais grave dos quatro que causam malária. No Estado, o mais comum é a doença provocada por Plasmodium vivax, que causa sintomas mais brandos. O falciparum evolui de forma mais grave.

Sintomas

Leva de 7 a 10 dias até o paciente adoecer e ter sintomas, como febre alta, que pode ser contínua ou alternada, além de dor no corpo e dor de cabeça, principalmente. Pode ter calafrios, tontura, náuseas e vômitos.

Tratamento

É feito com remédios e dura de dois a sete dias. A partir do início do tratamento, o paciente não transmite mais a doença para outros mosquitos. Em casos mais graves, é preciso internar o paciente e utilizar medicamento venoso. Não há vacina.

Prevenção

A população deve usar repelente; cortinados e mosquiteiros; telas em portas e janelas; evitar frequentar locais próximos a criadouros, como beira de rio ou áreas alagadas ao final da tarde até o amanhecer; usar calças e camisas de mangas compridas e cores claras.

Fonte: Sesa e especialistas consultados.
 

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