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Saúde

Caso de meningite B é confirmado no ES

Criança de 3 anos está internada no Hospital Infantil. Médicos alertam que doença evolui rápido e tem mortalidade de até 20%

Caso de meningite B é confirmado no ES
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Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização



Conhecida por sua evolução rápida e pela gravidade, a meningite B teve um caso confirmado em uma criança de três anos internada no Espírito Santo.

Médicos ouvidos pela reportagem explicaram os riscos e as diferenças para outros tipos de meningites – caracterizadas pela inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

Segundo a Secretaria da Saúde (Sesa), o paciente está “devidamente assistido” pela equipe do Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba). Detalhes sobre o estado de saúde da criança não foram informados pela Secretaria.

A Sesa enfatizou que pessoas que tiveram contato próximo com o paciente já receberam medicamentos preventivos, seguindo as normas do Ministério da Saúde.

O vice-presidente da Sociedade Espiritossantense de Pediatria e 1º secretário da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rodrigo Aboudib, explicou que a meningite meningocócica costuma gerar apreensão por causa da gravidade. “A meningite B tem mortalidade que gira em torno de 15% a 20%. É alta, especialmente se compararmos com outras doenças infecciosas”.

O médico destaca, no entanto, que a transmissibilidade não é tão elevada quanto a de vírus respiratórios. “Não é como uma gripe, que em 15 minutos de contato você pode se contaminar. Para haver transmissão, geralmente é necessário um contato mais íntimo, em ambiente fechado, e por maior tempo. Por isso, raramente a doença provoca grandes epidemias”.

A neurologista Mariana Lacerda Reis Grenfell aponta que alguns motivos tornam a meningite B desafiadora.

“Ela pode evoluir de forma rápida, em questão de horas. Além disso, muitas vezes começa com sintomas semelhantes a uma virose comum. Outro fator que preocupa é que pode estar associada à meningococcemia, uma infecção generalizada no sangue, que aumenta o risco de complicações graves”.

O médico neurologista e coordenador do setor de Neurologia do Hospital Unimed, Guilherme Coutinho de Oliveira, ressalta que os sinais clássicos da doença são dor de cabeça, febre e rigidez de nuca.

“Na presença deles, a ida ao hospital deve ser imediata para garantir o tratamento precoce. Sinais de agravamento que exigem urgência absoluta incluem confusão mental, manchas na pele que não somem ao serem pressionadas ou, em bebês, a moleira inchada e irritabilidade extrema”.

Saiba mais

Meningite

A meningite não é uma doença única. Trata-se de uma inflamação das meninges – as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. O que diferencia cada tipo de meningite é, principalmente, o agente causador, que pode ser vírus ou bactérias.

Meningite B

No caso da meningite B, ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo do sorogrupo B.

Entre os desafios da Meningite B está a sua evolução muito rápida, em questão de horas.

Estima-se que o tipo seja responsável por 60% dos casos no País.

Grupos de atenção

• Crianças menores de 5 anos, que ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento.

• Adolescentes e adultos jovens, faixa etária em que há maior circulação da bactéria, principalmente em ambientes com aglomeração.

• Pessoas com imunidade comprometida.

Sintomas

Sinais clássicos: dor de cabeça, febre e rigidez de nuca.

Sinais de agravamento: confusão mental, manchas na pele que não somem ao serem pressionadas ou, em bebês, a moleira inchada e irritabilidade extrema.

Na presença dos sintomas, a ida ao hospital deve ser imediata para garantir o tratamento precoce e evitar sequelas.

A mortalidade gira em torno de 15% a 20%.

Transmissão

A transmissão ocorre pelo ar, através de gotículas respiratórias.

Na meningite bacteriana, o paciente deve ficar em isolamento por cerca de 24 horas após o início do antibiótico para interromper a transmissão da doença.

Fonte: Médicos consultados.



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