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Saúde

Casos de gastroenterite por alimentos estragados aumentam durante o verão

Com a chegada da estação mais quente do ano, ocorre um aumento de casos de gastroenterite, segundo médicos. Isso acontece porque as altas ...

Última atualização

Com a chegada da estação mais quente do ano, ocorre um aumento de casos de gastroenterite, segundo médicos. Isso acontece porque as altas temperaturas e o aumento de umidade fazem com que os alimentos estraguem mais rápidos. Como consequência, ocorre a proliferação das bactérias.

A gastroenterite é uma inflamação do revestimento do estômago e dos intestinos grosso e delgado.

É provocada por vírus e bactérias. Uma das bactérias mais comuns e responsável pela inflamação é a salmonella, encontrada em frango e ovos crus.

De acordo com o gastroenterologista João Evangelista, no verão, a comida tende a fermentar quando expostas a altas temperaturas.

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“O calor vai fermentar a comida e, com isso, as bactérias vão começar a agir, e quando aquele alimento contaminado entrar em contato com o intestino, o corpo vai começar a reagir para defendê-lo, causando vômito e diarreia. São sintomas que demonstram que as células estão tentando expelir um corpo diferente”.

Mas se engana quem pensa que os alimentos contaminados vão ter aparência e cheiro desagradáveis. Muitas vezes, eles apresentam um aspecto normal.

O médico gastroenterologista adverte que levar o alimento ao fogo não descarta a possibilidade de contaminação. “O processo de cozimento do alimento pode até matar a salmonella, mas você não destrói a toxicina fabricado por esse micróbio”.

Os principais sintomas da gastroenterite são febre, vômitos, diarreia, cólicas abdominais e desidratação.

Turistas Priscila, Erick, Lucylia e Runis foram ao hospital em Guarapari depois que o menino teve gastroenterite (Foto: Roberta Bourguignon / AT)

Uma família de São Paulo foi parar no Hospital Infantil de Guarapari com sintomas de gastroenterite.

A fotografa Priscila Ramalho, de 32 anos, levou o filho Erick Ramalho, 10, acompanhada da irmã e também fotografa Lucylia Ramalho, 30, e o cunhado, o videomaker Runis Teixeira, 35.

Priscila conta que sofreu há dois dias com vômito e diarreia. Em seguida, o filho começou a apresentar os mesmos sintomas. “Eu tomei água de coco e aos poucos me recuperei. Com meu filho, além do que eu passei, encontrei uma larva no calção de praia dele”.


Saiba Mais


A doença

  • A gastroenterite é uma inflamação aguda que compromete os órgãos do sistema gastrointestinal, sendo mais comum no verão. Entre os sintomas mais comuns estão diarreia e vômitos.
  • Podem ser causadas por vírus e bactérias como a salmonella, shigella, campylobacter, E.coli, entre outras. A salmonella é a bactéria mais comum nesses casos, sendo encontrada em frangos e ovos crus.
  • Os principais sintomas são febre, enjoo, diarreia, vômitos, dores abdominais, perda de peso, perda de apetite e desidratação.
  • Em caso de sintomas, procure orientação médica para tratamento adequado.
  • Se for causada por vírus, a gastroenterite pode passar sozinha e o tratamento ajuda amenizar sintomas e repor a perda de líquidos do paciente, que pode provocar a desidratação.
  • É importante lembrar que medicamentos que combatem a diarreia só podem ser tomados com orientação médica.
  • Pode acontecer a contaminação através da saliva também.

Como evitar

  • Redobrar os cuidados com a higiene pessoal, principalmente com a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão antes da manipulação de alimentos, antes de alimentar-se, após o uso do sanitário e após a troca de fraldas.
  • Manter os alimentos protegidos contra insetos, roedores, outros animais e poeiras.
  • Lave verduras e legumes com vinagre. O ácido presente no vinagre destrói as bactérias que possam estar no alimento.
  • Não consumir alimentos industrializados cujas embalagens estejam estufadas ou amassadas.
  • Somente comprar e consumir alimentos de origem segura, verificando prazo de validade, acondicionamento em temperatura adequada e suas condições físicas.
  • Não se banhar em rios, lagos e mar que estejam contaminados.
  • Beber água e/ou gelo apenas de procedência conhecida.
  • Ter todo o cuidado com a manipulação de alimentos, principalmente o que levam ovo e carne.

Fonte: Médicos consultados.

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