Dados de novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde apontam que o País já registra 3.558 casos de influenza, com 608 mortes, o equivalente a mais do que o dobro do mesmo período do ano passado.
O documento contabiliza os registros de atendimentos da chamada síndrome aguda respiratória grave até o dia 23 de junho. Destes, cerca de 60% dos casos foram causados pelo H1N1, vírus de circulação sazonal, mas apontado como de maior chance de causar complicações em pessoas de maior risco, como idosos e crianças.
Para comparação, no mesmo período de 2017, havia 1.459 casos de influenza, com 237 mortes, o que representa um aumento de 143%. Na época, o vírus predominante era H3N2. Já no início deste mês, o País registrava 2.315 casos de influenza, com 274 mortes.
Dentre as mortes ocorridas neste ano, 74% foram em pacientes com ao menos um fator de risco para desenvolver complicações da doença, como idosos (236 mortes), pessoas com doenças cardiovasculares (143 mortes) e diabetes (109 casos).