A sepse – infecção que causa alteração na função de um ou mais órgãos, podendo levar a morte – preocupa médicos e profissionais da saúde. A doença mata uma pessoa a cada segundo no mundo. São cerca de 30 milhões de casos ao ano. No Brasil, são registrados, também anualmente, 419. 047 casos de sepse em UTIs, sendo que 55,7% (233.409) dessas ocorrências resultam em óbitos, de acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas).
Nesta quarta-feira (13) é o dia mundial voltado para a conscientização e educação sobre a enfermidade e eles vão realizar ações de conscientização sobre o assunto em vários locais.

Médicos e enfermeiros do Hospital Unimed Vitória (HU), por exemplo, estarão nesta quarta a partir das 7h30 nos terminais de Laranjeiras, Vila Velha e Campo Grande panfletando e informando as pessoas sobre a doença sistêmica complexa e potencialmente grave.
Já no período da tarde, a partir do meio-dia, equipes estarão nos pontos de ônibus do Shopping Vitória e Assembleia Legislativa, também chamando a atenção para a síndrome. Além disso, haverá eventos para equipe de saúde do hospital com atualização de protocolo de atendimento e ações envolvendo ex-pacientes.
A coordenadora médica da UTI do Hospital Unimed e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Eliana Bernadete Caser explicou que a sepse pode ser causada por infecção e que qualquer pessoa pode ter a enfermidade.
“A sepse mata mais do que infarto e a população tem pouca informação sobre ela. É preciso conscientizar, para fazer o diagnóstico precoce e reduzir a mortalidade”, destacou. Ela também enfatizou que as equipes médicas precisam estar preparadas para esse tipo de diagnóstico.
Os enfermeiros da UTI Geral do Hospital Unimed Cristiane Hubner Florindo, 33, Maristela Russe, 30, Wilcker Gustavo Wagmaker, 29, vão participar das ações nos terminais. “Estamos nos preparando para essa mobilização, com treinamentos para conseguir alertar a população quanto aos sinais e sintomas da sepse”.
No Hospital Meridional, em Cariacica, o assunto também ganhará destaque. Haverá um ciclo de palestras envolvendo médicos, enfermeiros e farmacêuticos.
De acordo Raphael Lubiana Zanotti, infectologista da instituição, o evento é aberto à comunidade. Para participar é só comparecer ao auditório do hospital nesta quarta, das 9 às 12h. “O diagnóstico de sepse é muito tardio no Brasil, isso se reflete diretamente na mortalidade. O conhecimento sobre o assunto pode fazer a diferença”, destacou.
Segundo o infectologista Lauro Ferreira Pinto, as infecções no tórax ou abdome são as mais comuns de evoluir para sepse.
Saiba mais sobre a sepse:
O que é?
De acordo com o infectologista Lauro Ferreira Pinto, sepse é uma infecção que gera a disfunção de um órgão ou mais e pode levar a morte caso não seja diagnosticada e tratada precocemente.
Ela pode evoluir a partir de qualquer tipo de infecção e pode ser causada por bactérias, fungos, vírus, entre outros.
Exemplos
Uma pessoa com pneumonia, que está com dificuldade de funcionamento do fígado, pode ser um exemplo de Sepse.
No caso a infecção gerou a disfunção do fígado, atrapalhando o seu funcionamento.
Tratamento
O tratamento da sepse é com foco na infecção, preservando as funções dos órgãos do corpo. O tratamento geralmente é feito com antibióticos.
Os médicos destacam que é importante usar o antibiótico corretamente quando tiver alguma infecção, para evitar que a bactéria fique resistente a ele.
Prevenção
Uma das formas de prevenir a sepse é a higienização das mãos, principalmente para quem está em hospital, para evitar a contaminação.
Manter a vacinação sempre atualizada também ajuda.
A coordenadora médica da UTI do Hospital Unimed e professora da Ufes Eliana Bernadete Caser destacou que é importante também evitar o uso de antibiótico desnecessário, que favorece a resistência de bactérias.
Hospitais
De acordo com um estudo sobre Sepse no Brasil, conduzido pelo Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), a mortalidade pela síndrome é maior nos hospitais públicos que privados.
Reportagem: Verônica Aguiar