A creche, em que supostamente surgiu o surto infeccioso, em Vila Velha, se pronunciou, na tarde desta segunda-feira (01), sobre o resultado laboratorial relacionado ao chafariz do centro educacional. De acordo com o resultado do exame realizado, mais de 200 mil colônias de coliformes totais foram encontradas em uma amostra da água do chafariz.
“As amostras coletadas no Acqua Play foram feitas durante o período em que a creche estava temporariamente fechada – por decisão própria – e o brinquedo estava desativado. O Acqua Play havia sido utilizado, inclusive, como depósito de brinquedos naquele momento para que os proprietários fizessem uma ampla higienização da creche, ocorrida após os relatos de casos de diarréia.”, afirma parte do posicionamento.
Por meio da nota, o Centro Educacional também afirmou ser solidário à família do menino Theo e que estão prestando atenção e informação aos demais familiares de alunos a respeito das investigações.
Confira a nota, divulgada pela creche, na íntegra:
NOTA DO CENTRO EDUCACIONAL PRAIA BABY À IMPRENSA
Diante das informações que têm sido veiculadas, os proprietários do centro educacional esclarecem que:
– São solidários à dor da família do aluno Theo e estão prestando toda atenção e informação aos demais familiares de alunos a respeito das apurações em curso;
– Todas as documentações da creche e alvarás da vigilância sanitária estão rigorosamente em dia. O cuidado com a limpeza e a higiene do local sempre foi uma prioridade. A creche, inclusive , sempre foi citada por técnicos da vigilância sanitária como modelo para outros estabelecimentos do mesmo porte;
– Assim que alguns pais relataram casos de diarréia em um grupo inicial de três alunos, foi a própria creche que procurou o setor de Epidemiologia da Prefeitura de Vila Velha e tomou a iniciativa de suspender temporariamente as aulas, agindo sempre com responsabilidade e respeito aos pais e alunos;
– O estabelecimento existe há sete anos, sendo que há quatro foi instalado o aparelho chamado Acqua Play, utilizado esporadicamente e com o devido preparo prévio de higienização. Durante todos esses anos a creche passou por vistorias da Vigilância Sanitária municipal, todas elas sempre aprovadas. Os ajustes que eventualmente foram solicitados, como a regular troca de filtros, sempre foram obedecidos de forma responsável;
– As amostras coletadas no Acqua Play foram feitas durante o período em que a creche estava temporariamente fechada – por decisão própria – e o brinquedo estava desativado. O Acqua Play havia sido utilizado, inclusive, como depósito de brinquedos naquele momento para que os proprietários fizessem uma ampla higienização da creche, ocorrida após os relatos de casos de diarréia. A coleta de materiais naquele período (em que estava desativado e sendo utilizado como depósito de brinquedos para que uma ampla higienização fosse realizada) pode levar, portanto, a análises laboratoriais equivocadas;
– O espaço anexo ao fundo da creche era devidamente isolado e servia como depósito de material particular dos proprietários. Os alunos nunca tiveram acesso a esse espaço, que sempre passou também por rigoroso processo de limpeza;
– Câmeras de monitoramento sempre foram conectadas aos celulares dos pais dos alunos, que podiam fazer a supervisão em tempo real de todos os procedimentos que aconteciam na creche. A transparência dos nossos atos sempre foi uma prioridade;
– Aproveitamos para agradecer aos pais de alunos que, em respeito ao nosso trabalho e solidários ao momento difícil que estamos atravessando, utilizaram as redes sociais no fim de semana para prestar apoio e confiança;
– Respeitamos o trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura de Vila Velha. Somos os principais interessados numa apuração rápida e isenta dos fatos, sem sensacionalismo. Já há muito sofrimento para todos os envolvidos .
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