Após o surto entre crianças de uma creche de Vila Velha, médicos fizeram um alerta à população para prevenir doenças infecciosas de uma forma geral: não levar crianças com sintomas como diarreia para a escola, assim como reforçar os cuidados com a higiene, como lavar as mãos e usar álcool em gel.
O infectologista Fábio Coutinho afirmou que, não só quando acontecem surtos, é preciso que a população relembre os cuidados de higiene. “O mais importante é lavar as mãos, mas é fundamental o reforço do uso do álcool em gel também.”
Sobre o caso do surto na creche, ele enfatizou que esse agente infeccioso indefinido ainda está sendo investigado e pode ser desde um vírus a uma bactéria, já que ambos podem provocar gastroenterites.
“Bactérias tendem a ser piores que os vírus, mas ainda é preciso confirmar as causas. De qualquer forma, normalmente nesses casos, em que várias pessoas são atingidas em um curto espaço de tempo, as causas estão associadas à contaminação na água ou em alimentos”, afirmou.
Fábio Coutinho ainda frisou que, pelas informações até o momento, não há motivos para maiores preocupações, já que o surto foi localizado nesses cinco pacientes da creche. “Isso demonstra que não está se alastrando, já que teria ficado somente nesses pacientes”.
A infectologista Euzanete Maria Coser também reforçou que uma medida importante para prevenir problemas como surtos de gastroenterite é que os pais não levem crianças com qualquer sintoma de diarreia para a escola, já que o risco de contágio é grande.
Com relação ao caso de Vila Velha, a infectologista revelou que uma das suspeitas, ainda sem confirmação, seria de contaminação pela bactéria Escherichia colli enterotoxigênica. Uma das preocupações, nesse caso, é a evolução para a síndrome hemolítica-urêmica, que pode levar a uma insuficiência renal.
Ela ainda reforçou que, nos casos de gastroenterites, assim como outras doenças, os riscos para as crianças se tornam maiores, já que elas têm imunidade menor. “Para esses pacientes, é preciso muita hidratação e lavar bem as mãos. Em caso de febre, sangue nas fezes e uma criança caidinha e prostrada, é preciso levar ao pronto-socorro.”
