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Saúde

Dona de casa vai parar na UTI após tomar remédio errado

Um simples descuido pode levar ao uso errado de medicamentos. Isso aconteceu com uma dona de casa, moradora de Vila Velha, que está há uma semana na ...

Tayline Elesbão com os remédios tomados pela mãe.

Última atualização

Um simples descuido pode levar ao uso errado de medicamentos. Isso aconteceu com uma dona de casa, moradora de Vila Velha, que está há uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após ingerir quatro comprimidos por engano.

Alda Aparecida Elesbão, de 58 anos, acabou tomando dois comprimidos de Clonazepam de 2mg, indicado para o controle de ansiedade, e duas doses do Clorpromazina, 100mg, utilizado no tratamento de esquizofrenia.

O caso aconteceu no dia 4 de novembro e desde o dia 5 Alda se encontra na UTI do Hospital Madre Regina Protmann, no município de Santa Teresa, único lugar com leito disponível.

Tayline Elesbão com os remédios tomados pela mãe.  (Foto: Fábio Nunes/AT)
Segundo a filha de Alda, a estudante de Enfermagem Tayline Elesbão, 27, a mãe está estável, entretanto, seu laudo médico apresenta uma síndrome de angústia respiratória aguda e ela precisa respirar com a ajuda de equipamentos, sem previsão de alta.

“Minha mãe toma remédio para controle de pressão arterial e isso agravou o seu quadro”, disse.
De acordo com Tayline, Alda estava cuidando de sua tia, que sofre de esquizofrenia, e que faz uso contínuo desses remédios, quando ingeriu.

“Ela estava conversando com minha avó, tomando água e, ao invés de dar o remédio para a irmã, acabou tomando automaticamente. Foi por pura falta de atenção dela”, lamentou.

No momento em que percebeu o erro, Alda chegou a vomitar para retirar o medicamento.

“Assim que percebemos a troca, ela conseguiu colocar três para fora, vomitando. Durante a madrugada ela passou muito mal, vomitou, e desde então está com problemas de saúde resultantes dessa medicação indevida”, contou a filha.

O jornal A Tribuna publicou na edição do último domingo uma reportagem especial sobre o uso indiscriminado de remédios.

Segundo o psiquiatra Valdir Campos, uma medicação não habitual pode causar efeito indesejado, como aconteceu com Alda.

“Ela ingeriu uma dosagem para fins terapêuticos e o medicamento contribuiu para o aparecimento de problemas que devem ser característicos de um quadro já existente. Ela pode ter tido uma crise compulsiva durante a noite, o que agravou ainda mais”, disse.

A neurologista Soo Yang Lee alertou para os riscos. “O fato de ela não ter tomado o remédio de pressão pode ter ocasionado isso”, avaliou.

Pessoa deve provocar o vômito

Os riscos

  • Tomar o remédio errado pode até levar à morte se a pessoa for alérgica a algum dos componentes da fórmula ou tiver alguma contraindicação em relação ao medicamento.
  • Podem surgir reações adversas e, em casos graves, a pessoa pode inclusive entrar em coma, ter convulsão, parada cardíaca e respiratória.
  • Se a pessoa já possui uma doença, o quadro clínico pode se agravar para infecções.

O que fazer

  • Em caso de ingestão de medicamento errado, a recomendação é procurar um pronto-socorro, levando consigo a embalagem ou a bula do medicamento.
  • Deve-se provocar o vômito para que o remédio seja retirado o mais breve possível do corpo.
  • O ideal é não fazer esforços físicos pois isso pode acelerar a absorção do medicamento pelo organismo e não guardar os medicamentos fora das caixas originais.
  • O governo do Estado possui um serviço chamado Centro de Atendimento Toxicológico (Toxcen) que pode ser acionado caso alguém tome um remédio por engano ou alguma outra coisa tóxica. Atendimento: 0800 283 9904.
Fontes: Ministério da Saúde e médicos consultados.

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