A dor é uma sensação angustiante. Quando persistente, pode se tornar uma doença que atrapalha o dia a dia das pessoas, afeta os relacionamentos, a mobilidade e até o rendimento no trabalho.
De acordo com pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), 37% da população sofre com alguma dor crônica. No Espírito Santo, esse número representa mais de um milhão de pessoas com dores que podem causar vários transtornos.
“A dor crônica é aquela que se sente por mais de três meses e é multifatorial. Pode estar relacionada com o ritmo de vida que temos. Estresse físico, impacto do trabalho e dificuldade para dormir podem contribuir para o aparecimento e a piora da dor”, explicou a fisioterapeuta Juliana Barcellos de Souza, diretora financeira da SBED.
As dores mais comuns, segundo o anestesista e especialista em dor crônica André Felix, são na coluna cervical, lombar, e na cabeça, conhecidas como cefaleia ou enxaqueca. “Geralmente, o tratamento das dores crônicas tem de ser multidisciplinar. Quem leva uma vida mais tranquila, tem boa saúde e tende a ter menos dores”, disse.
O ortopedista do Hospital Metropolitano, Lourimar Toledo, destaca que grande parte dos casos de lombalgia, que são as dores na região lombar da coluna, está relacionada a maus hábitos. “De modo geral, são pessoas com má postura no trabalho e nas atividades do dia a dia, obesas e sedentárias.”
De acordo com a pesquisa, o especialista mais procurado em situações de dores é o ortopedista, seguido por reumatologista e especialistas em dores. Percebe-se, no entanto, que antes de procurar um médico é comum a pessoa fazer uso de automedicação, com anti-inflamatórios.
Quem também pesquisa o tema é a Latam da Pfizer Consumer Healthcare, responsável pelo estudo A Dor no Cotidiano, que está na terceira edição.
O diretor-médico da empresa, Luiz Henrique Fernandes, disse que a automedicação pode ser uma medida saudável e segura, diferente da autoprescrição. “Ela não deve ser confundida com autoprescrição, hábito errado de consumir medicamentos que devem ser usados sob prescrição e orientação médica”, observou.
Leia a reportagem especial completa na edição de A Tribuna do dia 30 de setembro

