A dor de cabeça é uma das dores mais relatadas pela população. No entanto, há vários tipos e as mais comuns são a enxaqueca e a cefaleia tensional. Geralmente são intensas e muitas vezes vêm acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz e ao som. Com isso, acabam atrapalhando o rendimento nas atividades do dia a dia. De acordo com os médicos, como nem sempre é compreendida como uma doença, ela pode causar faltas e demissões no trabalho.
Pesquisa desenvolvida pela Novartis e a Aliança Europeia para Enxaqueca e Cefaleia mostrou que 60% dos empregados perderam quase uma semana inteira de trabalho (4,6 dias) devido à enxaqueca. Além disso, mesmo os que sofrem com a dor e não faltam, têm prejuízo significativo na produção diária.
“A enxaqueca é frequentemente descartada como sendo apenas uma dor de cabeça ruim. Esses resultados lançam luz sobre uma doença invisível, ainda que debilitante”, explica a diretora-executiva da Aliança Europeia para Enxaqueca e Cefaleia, Elena Ruiz de la Torre.
Apesar do impacto da enxaqueca, os entrevistados disseram que embora a maioria de seus empregadores (63%) soubesse sobre o diagnóstico de enxaqueca, apenas 18% ofereciam apoio. Além disso, muitos pacientes se sentiam julgados ou incompreendidos por tirar folgas.
Com a dor de cabeça e a necessidade de bons rendimentos, a automedicação é uma das soluções mais recorrentes. No entanto, a prática pode trazer alívio momentâneo, mas pode ser prejudicial no futuro, segundo o neurocirurgião e coordenador do Centro de Terapia da Dor MedSênior, Fabrizio Borges Scardino.
“O uso de analgésico ou anti-inflamatório para tratar um episódio de dor de cabeça pode não trazer maiores problemas, mas se este uso se tornar frequente podem surgir efeitos colaterais. Além disso, a utilização indiscriminada de medicamentos pode ocasionar um tipo específico de cefaleia relacionada ao uso abusivo de analgésicos.”
O neurocirurgião Lúcio César Hott Silva, que é coordenador da Clínica de Dor do São Bernardo Apart Hospital, disse que a automedicação é um fator que compromete o paciente, pois muitas vezes ele usa medicamentos inadequados para o tipo de dor que tem.
Leia a reportagem especial completa na edição de A Tribuna do dia 30 de setembro
