
De acordo com a Sesa, a doença é transmitida por um vírus, confirmado a partir de um exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, laboratório oficial do Ministério da Saúde. Em geral, os sintomas nos animais são falta de coordenação motora, andar cambaleante, cegueira, cabeça baixa, orelhas caídas, apatia, podendo ser fatal. A doença também acomete aves e, nesses animais, observa-se mortalidade elevada.
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) teve conhecimento a partir da notificação de óbito em cavalos na região, o que chamou atenção dos técnicos responsáveis na Sesa e desencadeou o trabalho de investigação dos casos.
Nos meses de abril e maio deste ano, o Idaf recebeu seis notificações de mortalidade de equídeos por síndromes neurológicas nos municípios de Baixo Guandu, Nova Venécia, Boa Esperança e São Mateus. Apenas uma coleta indicou caso positivo para o vírus em questão. Em 2017, foram 25 notificações em todo o Estado, mas nenhuma com diagnóstico dessa doença.
“A Sesa, em parceria com o Idaf, mantém o trabalho de investigação epidemiológica nos municípios onde houve notificação, acompanhando as propriedades, verificando novas ocorrências, assim como realizando a vigilância em relação a mortalidade de aves silvestres, entre outras ações”, informou a secretaria em nota.
Ainda segundo a Sesa, caso haja contaminação de humanos pelo vírus, o diagnóstico e o tratamento poderão ser feitos “em tempo oportuno”. No Brasil, o Piauí foi o primeiro estado a registrar um caso da doença, em 2014.