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Depois de ter suspendido a realização de procedimentos eletivos (sem ser de urgência e emergência) em momentos mais críticos da pandemia, desde julho o governo do Estado está promovendo um mutirão para realizar cirurgias que tiveram de ser adiadas.
A meta do Estado anunciada era chegar até o final do ano com 50 mil procedimentos realizados. Até agosto, 8 mil cirurgias já tinham sido feitas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A expectativa é que, esta semana, o governo anuncie novidades e ampliação dos serviços.
O mutirão já vem acontecendo em 26 unidades hospitalares, sendo 13 da rede própria e 13 hospitais contratualizados. Durante o atendimento do paciente cirúrgico, estão sendo disponibilizadas 150 mil consultas especializadas, de acordo com a Sesa.
Para realizar os procedimentos, os municípios e as unidades de atendimento estão fazendo o contato com pacientes que já aguardam na fila pelos serviços.
Segundo o governo do Estado, a meta era realizar, até o fim do ano, 16.100 cirurgias oftalmológicas, 9.359 cirurgias gerais, 7.629 ortopédicas, 3.863 cirurgias vasculares, 3.724 cirurgia ginecológica, além de 3.583 procedimentos urológicos.
Além dessas, mais de 8 mil cirurgias devem ser feitas até o fim do ano nas demais especialidades, como otorrinolaringologia, proctologia, oncológica, cardíaca, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia torácica, cabeça e pescoço, bucomaxilofacial, neurocirúrgico, cirurgia plástica reparadora, entre outras.
Suspensão
Com o agravamento da pandemia da covid-19 no início deste ano, as cirurgias eletivas deixaram de ser realizadas entre janeiro e abril no Estado. Cerca de 14 mil cirurgias chegaram a ser suspensas no período, permanecendo apenas as cirurgias essenciais e de urgência e emergência.
A Secretaria da Saúde informou que, com a redução da taxa de ocupação de leitos, as cirurgias eletivas começaram a ser retomadas aos poucos desde maio.