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Saúde

Estado já tem 560 mil vegetarianos

Arroz, feijão, salada e bife. Um dos pratos mais comuns para a maioria dos brasileiros vem mudando ao longo dos anos com os adeptos de um novo estilo ...

Universitária Bruna Paterlini é vegetariana desde o ano passado e está feliz com o novo estilo de alimentação

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Universitária Bruna Paterlini é vegetariana desde o ano passado e está feliz com o novo estilo de alimentação (Foto: Leone Iglesias/AT)

Arroz, feijão, salada e bife. Um dos pratos mais comuns para a maioria dos brasileiros vem mudando ao longo dos anos com os adeptos de um novo estilo de vida, o vegetarianismo.

A Sociedade Vegetariana Brasileira estima que 14% da população se declara vegetariana, estatística que representa um crescimento de 75% em relação a 2012, quando a proporção era de 8%. No Espírito Santo, 560 mil já são adeptos à opção alimentar que, em princípio, retira qualquer tipo de carne do cardápio de todas as refeições. Alguns comem leites e ovos, que são derivados dos animais.

De acordo com o presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Ricardo Laurino, os brasileiros, inclusive os capixabas, estão seguindo uma tendência mundial.

“No mundo inteiro esse movimento cresce. As pessoas percebem que é algo muito acessível. A base da alimentação é arroz, feijão, verduras e legumes. É possível ter um estilo de vida em que o respeito aos animais seja incorporado no dia a dia”, afirmou.

De acordo com a nutricionista Rayanne Pimentel, as carnes podem contribuir para processos inflamatórios no corpo. “Além disso, é um alimento de difícil digestão. Já existem vários estudos mostrando que uma alimentação rica em vegetais, frutas, legumes e cereais está associada a uma maior longevidade”, explicou.

O nutricionista Adriano Vescovi também concorda que uma alimentação sem carne contribui para a saúde. “O principal benefício da dieta vegetariana para a saúde é a proteção cardiovascular, devido à menor ingestão de gordura saturada”, disse.

Porém, o nutricionista alerta para cuidados ao adotar esse tipo de alimentação. “O risco de fazer essa ou qualquer outra dieta sem acompanhamento e orientação é o consumo inadequado de nutrientes como proteínas, principalmente deficiência de vitamina B12 e ferro”, salientou.

A estudante de Arquitetura Bruna Paterlini, de 24 anos, é vegetariana desde outubro do ano passado. Ela contou que teve dificuldades no início, porque não sabia como se alimentar adequadamente, mas conseguiu se adaptar.

“Faço acompanhamento com nutricionista. Como muita salada e passei a comer mais frutas. Adquiri muito mais força, não fico me sentindo pesada depois das refeições. Tem um ano que não tenho mais crises de gastrite”, contou.

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