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Saúde

EUA aprovam remédio contra Parkinson que age de jeito inédito no cérebro

O novo comprimido, vendido com o nome de Juvmo pela farmacêutica AbbVie, atua na via de ativação dos movimentos

EUA aprovam remédio contra Parkinson que age de jeito inédito no cérebro
- A neurologista Vanessa Loyola explica como o tavapadon funciona no cérebro do paciente com Parkinson
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Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização

Um novo remédio para o tratamento da doença de Parkinson, o tavapadon, foi aprovado pela agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA).

A condição é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de neurônios responsáveis pela produção de dopamina, substância fundamental para o controle dos movimentos.

Por isso, parte dos medicamentos utilizados no tratamento busca repor essa substância ou imitar sua ação no cérebro.

O novo comprimido, vendido com o nome Juvmo pela farmacêutica AbbVie, atua nos receptores de dopamina D1 e D5, sendo essa a principal diferença do medicamento, como explica a neurologista Vanessa Loyola.

“A maioria dos medicamentos atua principalmente nos receptores D2 e D3, mas essas vias podem estar relacionadas a efeitos adversos, como sonolência e tontura. Já o tavapadon atua de forma seletiva nos D1 e D5, que estão diretamente envolvidos na via de ativação dos movimentos”.

A neurocirurgiã Adriana Libório, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), destaca que a nova forma de atuação pode trazer vantagens também na duração do controle dos sintomas.

“Ele atua em dois receptores e a expectativa é de um efeito mais rápido e com menos efeitos colaterais. Esse efeito também pode durar uma ou duas horas a mais”.

Além disso, por ser tomado apenas uma vez ao dia, o tavapadon pode aumentar a adesão ao tratamento, de acordo com o neurologista Raphael Doyle, do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam).

“Isso simplifica o tratamento, principalmente porque pacientes com Parkinson frequentemente precisam tomar vários medicamentos em diferentes horários”.

Já o neurologista Daniel Escobar destaca que a melhora dos sintomas pode se refletir na autonomia do paciente. “Isso porque ele pode melhorar o tremor, a rigidez e a lentidão”. O remédio chega às farmácias americanas neste mês, mas não há previsão de aprovação do uso no Brasil.

Novo medicamento

O tavapadon é um medicamento para o tratamento da doença de Parkinson que foi aprovado para tratamentos em adultos pela agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA).

A grande novidade é sua forma de atuação no cérebro, agindo seletivamente nos receptores de dopamina D1 e D5, envolvidos nos circuitos responsáveis pela realização dos movimentos.

Já outras medicações tradicionais atuam nos receptores D2 e D3, que podem estar associados a efeitos colaterais como sonolência excessiva, tontura ao se levantar e distúrbios de controle de impulsos

Modo de uso

É um comprimido de uso oral, administrado uma vez ao dia, que pode ser usado sozinho ou associado à levodopa, dependendo da fase da doença e da resposta do paciente.

Melhora de sintomas

Nos estudos, o medicamento melhorou sintomas motores como lentidão, rigidez e dificuldade de movimentação, dando mais autonomia aos pacientes.

Fonte: Especialistas entrevistados.

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