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Saúde

Governo explica verdades e mentiras sobre coronavírus

Os novos casos de coronavírus têm causado apreensão mundial, ao mesmo tempo em que as notícias falsas sobre a doença também são disseminadas. O ...

Última atualização

 (Foto: Reprodução/Ministério da Saúde)

Os novos casos de coronavírus têm causado apreensão mundial, ao mesmo tempo em que as notícias falsas sobre a doença também são disseminadas. O Ministério da Saúde (MS) tem divulgado informações sobre o que de fato funciona e o que não tem eficácia contra a doença.

Segundo o MS, o número de fake news cresceu tanto que o governo passou a monitorar diariamente as mensagens. De 6.500 mensagens recebidas e analisadas (em textos, fotos e vídeos), entre 22 de janeiro e 27 de fevereiro, 90% eram sobre o novo vírus. Desse total, 85% (cerca de 5 mil) eram falsas.

O maior propagador de fake news sobre o coronavírus tem sido o WhatsApp. As informações que fogem completamente da realidade abordam temas ligados ao surto, afirmando equivocadamente, por exemplo, que o coronavírus veio de inseticidas vendidos em supermercado. Outra mensagem que viralizou diz que um paciente foi curado em 24 horas com medicamentos de Aids.

Também circulam informações falsas afirmando que o álcool gel não funciona como prevenção e que o vírus pode ser eliminado com vinagre ou água de alho bem fervida.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, foram identificados 41 tipos de mensagens mais recorrentes sobre o tema. A mais comum é a que aponta o uso de vitaminas e chás como cura para a doença.

“Sempre são falsas, porque nenhuma dessas indicações têm comprovação científica de que possa ser benéfica”, afirmou Gabbardo.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou nota de repúdio a respeito de um vídeo distribuído via WhatsApp que cita a injeção de vitamina D em altas doses para evitar o novo coronavírus.

“Altas dosagens dessa vitamina podem ser prejudiciais à saúde e outros métodos falsos podem prejudicar a prevenção da doença. Uso de vitamina para melhorar o sistema imunológico e fazer gargarejo com água quente são coisas que não têm nenhum tipo de evidência científica”, alertou o vice-presidente da SBI, Alberto Chebabbo.

Também é frequente o recebimento de mensagens com teorias da conspiração de que o vírus teria sido criado em laboratório. A Organização Mundial da Saúde apontou as fake news como um dos principais desafios em relação ao coronavírus. A orientação é buscar informações em fontes oficiais.

Verdades e mentiras sobre o novo vírus

É fake news!

Chá de erva-doce

  • Falso: texto diz que chá de erva-doce cura o coronavírus.
  • A verdade: até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento ou vacina que possam prevenir a infecção.

Álcool gel

  • Falso: informação de que o álcool gel não funciona como forma de prevenção contra o coronavírus.
  • A verdade: o álcool em gel 70% consegue atacar diferentes micro-organismos, como bactérias e vírus.

Prender a respiração

  • Falso: mensagem ensina a fazer autoavaliação para saber se está infectado. Bastaria prender a respiração por dez segundos e não tossir.
  • A verdade: só é possível confirmar a doença com a coleta de materiais respiratórios.

Inseticida

  • Falso: foto que circula na internet mostra que o coronavírus veio de inseticida vendido em supermercado.
  • A verdade: as investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação acontece de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato.

Medicamento para Aids

  • Falso: texto diz que uma paciente chinesa se curou ao tomar um coquetel de medicamentos usados no tratamento da Aids.
  • A verdade: até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possam prevenir a infecção pelo coronavírus.

Vários casos confirmados no Brasil

  • Falso: lista divulgada no WhatsApp mostra o que seria o número real de infectados em casa estado. Só no Espírito Santo, seriam 158.
  • A verdade: apenas um caso foi confirmado no Brasil, no estado de São Paulo. Todos os outros ainda são suspeitos, como os cinco no Estado.

Produtos cancelados

  • Falso: informação de que o governo da China cancelou todos os embarques de produtos em navio por conta da contaminação.
  • A verdade: não há nenhuma evidência de que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus. Os vírus não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos.

Site

  • O Ministério da Saúde criou um site informando quais notícias sobre saúde e relacionadas ao novo coronavírus são falsas ou verdadeiras.
  • O link para checar as informações é o www.saude.gov.br/fakenews.

Fonte: Ministério da Saúde.

 

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