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Saúde

Maioria dos jovens tem medo de ficar careca

Pesquisa aponta que nove em cada 10 pessoas de 18 a 24 anos estão preocupadas também com o risco de o cabelo ficar ralo

Karina Mazzini simula procedimento na recepcionista Alessandra Nardi

Última atualização

 
















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Um corte chamado de “calvão de cria” ganhou as redes sociais no último ano, ao simular a calvície. Apesar da moda do momento, uma pesquisa recente mostra que, na verdade, a maioria dos jovens tem medo de ficar careca.

Realizada no Reino Unido, a pesquisa  revelou que nove em cada 10 jovens adultos, de 18 a 24 anos, estão preocupados com a possibilidade de o cabelo ficar ralo, diminuir de volume ou desaparecer completamente, segundo o jornal The Mirror. Mas, para tratar o problema, existem até mesmo tratamentos sem agulhas.

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A dermatologista Juliana Drumond destaca que os jovens estão com mais medo da calvície. “A preocupação é mais dos homens, mas a calvície pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres, mas são diferentes”.

“No início do processo de calvície dos homens, eles começam a ter uma  rarefação capilar nas regiões temporais e também no vértice, que é o topo. Caso o homem não trate, pode evoluir para uma  calvície  mais avançada, em que cai  todo cabelo da área de cima do couro cabeludo”.

Juliana explica que a mulher não fica totalmente calva. “Ela começa a ter uma rarefação capilar, na frente do cabelo, e o cabelo fica mais ralo”.

Entre os tratamentos para a calvície, existem terapias medicamentosas mais modernas. “Temos a dutasterida, que pode ser usada para alguns pacientes, e o minoxidil na forma oral, que era em spray, com bons resultados na calvície e tratamento de consultório”, aponta Juliana.

Laser de Thulium, led capilar e mesoject para injetar ativos no couro cabeludo ou pele sem a necessidade de agulhas são alguns dos tratamentos indicados pela dermatologista Karina  Mazzini para tratar a calvície.

 








“Não existe cura para a calvície, mas tem tratamento e controle. Por isso, é importante tratar logo no início”
Juliana Drumond







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“Antes de iniciarmos o tratamento, porém, fazemos dosagem para vermos as taxas do paciente e exames no couro cabeludo e fios. Dado esse diagnóstico, instauramos o tratamento. O laser de Thulium, por exemplo, estimula o crescimento do cabelo e faz parar a queda”.

Na Europa, de acordo com a dermatologista com formação em tricologia médica Christina Drummond, já está liberada a compra de finasterida tópico, com receita médica. 

“No Brasil, ainda não temos esse medicamento tópico, em que é possível ter certeza da permeação do ativo na pele. Mas, em breve, deve chegar ao País”.

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Calvície

As principais diferenças no caso da mulher que apresenta calvície são que elas não têm a aceleração da queda capilar, o que ocorre na calvície masculina. Ninguém sabe, até este momento, exatamente o motivo, podendo haver relação com o nível de hormônio no corpo, que difere muito entre homens e mulheres quando se fala de testosterona. Isso faz com que as mulheres tenham quadros de evolução da calvície muito mais lento.

 








“Hoje é possível melhorar e evitar a progressão da calvície, com os medicamentos e tratamentos feitos em consultórios”
Christina Drummond







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Tratamentos orais

Dutasterida – é uma medicação usada para o tratamento da queda capilar causada pela alopecia androgenética, a calvície.

Minoxidil – pode ser indicado em pacientes selecionados com alopecia. Seu uso criterioso, isolado ou associado a outras abordagens, ocorre por indicação médica. Avaliação clínica e cardiológica do paciente pode ser necessária previamente ao seu uso.

Tratamentos sem agulhas

Laser de Thulium  – age direto no bulbo do fio, conseguindo  estimular o crescimento capilar e deixar os fios mais firmes. O tratamento é sem agulhas e indolor.

Led capilar – consiste em uma estrutura com um formato semelhante a um capacete que emite feixes de luz de baixa intensidade no couro cabeludo. Ele aumenta a vascularização do folículo, que produz o cabelo, e estimula o crescimento capilar.

Mesoject – recente tecnologia que permite injetar princípios ativos no couro cabeludo, sem agulhas,  por eletroporação (técnica que consiste na aplicação de ondas eletromagnéticas na pele para facilitar a permeação de ativos).

Tratamentos com agulhas

Radiofrequência Microagulhada – o equipamento realiza microfuros no couro cabeludo a fim de provocar um processo inflamatório local e estimular o crescimento do fio, ou ainda facilitar a penetração de substâncias que ativam o folículo capilar.

MMP (Microinfusão de medicamentos no couro cabeludo) – microagulhamento que injeta medicamentos específicos em profundidades pré-estabelecidas diretamente no couro cabeludo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia, especialistas consultados e pesquisa AT.

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