
Um total de 210 médicos cubanos que atuam em bairros carentes do Estado deverão voltar para Cuba com o fim da parceria, que foi anunciada ontem pela Embaixada a um representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Na última quarta-feira, o governo de Cuba anunciou a saída do programa brasileiro devido a declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que exigia mudanças nas regras do acordo.
Ao todo, o convênio já resultou em um pagamento, pelo Ministério da Saúde, de R$ 7,1 bilhões, entre os anos de 2013 e 2017. De 16.150 médicos que atuam no programa, 8.332 são cubanos.
As datas das primeiras partidas dos profissionais foi informada ao presidente do Conasems, Mauro Junqueira, juntamente com representantes da Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do acordo.
Segundo o diretor de Comunicação Social do Conasems, Diego Espindola de Ávila, o governo cubano disse ainda que a ideia é que todos os médicos deixem o Brasil até o fim do ano.
“Eles não informaram quantos viajarão no primeiro grupo, nem de quais cidades serão. Até porque ainda estão tentando organizar a viagem, pois serão necessários muitos voos”, declarou.
O Ministério da Saúde afirmou também que irá lançar um edital emergencial nos próximos dias para tentar repor os médicos cubanos por profissionais brasileiros.
A Associação Brasileira dos Municípios (ABM) também divulgou, uma carta aberta ao presidente eleito, pedindo “ações imediatas”, para tentar reverter a decisão do governo cubano de retirar-se do programa Mais Médicos.