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Saúde

Médicos denunciam riscos em tratamento ilegal com plasma de sangue

Com promessa de rejuvenescimento, clínicas de estética estão oferecendo um tratamento ilegal que envolve a aplicação de plasma (parte líquida do ...

Presidente do CRM-ES, Celso Murad afirmou que a aplicação pode ter riscos na transfusão, além de ser proibida

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Presidente do CRM-ES, Celso Murad afirmou que a aplicação pode ter riscos na transfusão, além de ser proibida  (Foto: Arquivo/AT)

Com promessa de rejuvenescimento, clínicas de estética estão oferecendo um tratamento ilegal que envolve a aplicação de plasma (parte líquida do sangue) no rosto dos pacientes.

A denúncia foi feita pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) ao Ministério Público Federal e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Proibida pelo Conselho Federal de Medicina, a aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) traz riscos de infecções, alergias e problemas respiratórios, além de não ter evidência científica da eficácia.

“Ela é considerada sem fundamentação científica e inconsistente de resultados. A aplicação pode ter riscos na transfusão. Temos conhecimento de que há (a aplicação do procedimento de forma estética) no Estado, o que é proibido”, afirmou o presidente do Conselho Regional de Medicina, Celso Murad.

A prática é famosa entre celebridades e consiste em retirar o sangue da própria pessoa, centrifugá-lo, extrair o plasma e injetá-lo de volta no rosto do cliente. Por conta disso, o procedimento ficou conhecido como “Facelift de Vampiro” ou “protocolo Kim Kardashian”, em alusão à socialite americana que faz o tratamento.

De acordo com a denúncia, a aplicação com finalidade estética está sendo vendida por profissionais nas redes sociais. A dermatologista Karina Mazzini ressalta que qualquer utilização neste sentido precisa ser denunciada.

“É um procedimento que só pode ser feito por médico. E o próprio médico é proibido de fazer. Ou seja, a clínica ou profissional que utiliza o procedimento na face ou no couro cabeludo está completamente fora das normas.”

Em 2015, o Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu que o uso do PRP só deveria ser feito de forma experimental e no tratamento de algumas doenças, como musculoesqueléticas, mas sempre sem fins comerciais. “Falta comprovação dos possíveis efeitos terapêuticos”, diz um trecho da resolução do CFM.

Veja a reportagem completa em A Tribuna desta terça-feira (02).

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