
A universitária de 36 anos, que mora em Guarapari, e a concunhada dela, a dona de casa de 37 anos, residente em Vila Velha, estão em isolamento domiciliar.
De acordo com a universitária, o caso dela foi descartado, mas o da concunhada, que mora em Vila Velha, continua em investigação. “O resultado dela não foi claro e pediram uma contraprova”, disse a universitária.
Ainda segundo ela, seu exame descartou o coronavírus, apontando a presença do rinovírus, um vírus comum de gripe.
Preocupada com a repercussão, a universitária relatou que ela não foi infectada. “O meu exame deu negativo. Quem buscou o resultado foi a vigilância de Guarapari. Eles me informaram que deu negativo. Como o Estado, na divulgação, não falou de qual cidade seria a pessoa infectada, as pessoas começaram a achar que seria eu. Mas não sou eu. É até importante divulgar, para tranquilizar os moradores de Guarapari e de Piúma”, disse a universitária.
A suspeita da infecção por coronavírus surgiu no dia 28, após as duas sentirem falta de ar, dor no peito, garganta inflamada e gripe. A dona de casa chegou da Itália no dia 23 de fevereiro, com o marido e a filha.
Em virtude da suspeita, as duas receberam um atestado médico para se afastar de suas atividades diárias por 30 dias e foram orientadas a ficar em isolamento familiar.
As duas tiveram uma rápida passagem por Piúma, na segunda-feira de Carnaval, um dia depois que a dona de casa desembarcou no Estado.
“Nós curtimos Carnaval em Piúma na segunda-feira. Desde segunda-feira, ela disse que estava com a garganta inflamada, mas imaginou que fosse do frio que passou na Itália. Eu peguei chuva e gripei também. Achei que pudesse ser do tempo. Mas comecei a me preocupar, quando passei a sentir falta de ar, tosse seca, dor no peito. Minha concunhada foi para o hospital sexta-feira. Eu fui no domingo”, contou a universitária.
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