
Deixar o sedentarismo de lado, optar por uma alimentação equilibrada e ter rotina organizada são algumas mudanças que trazem resultados
Preocupadas com doenças, como obesidade, colesterol alto, gordura no fígado e diabetes, famílias têm se unido para conseguir mudar hábitos de vida e conquistar mais saúde, disposição e qualidade de vida. Assim, muitos já se livraram de doenças e até de remédios controlados.
Entre as mudanças que os capixabas têm aderido estão a saída do sedentarismo para praticar exercícios, a melhora na alimentação
A angiologista e cirurgiã vascular Aline Lamaita contou que teve uma paciente de 55 anos, obesa, com colesterol aumentado, hipertensa e com varizes – já tinha sido operada por duas vezes.
“Ela passou a praticar corrida, mudou a dieta, perdeu 20 quilos. Hoje ela diminuiu a quantidade de remédios para hipertensão, colesterol está normal, virou até maratonista. A doença venosa permanece estável e ela incentivou mudanças em seus familiares também.”
A cardiologista da Clínica GlobalMed Viviane Coutinho disse que teve um paciente de 35 anos acima do peso e sono ruim. “A esposa insistiu e ele foi ao médico. Descobrimos hipertensão, colesterol alto e diabetes. Ele e a família mudaram a alimentação, passaram a fazer atividade física diariamente e ajustou a carga de trabalho para um nível ‘saudável’ e emagreceu.”
Segundo ela, os pacientes que percebem a família envolvida com as mudanças ficam mais motivados, o que ajuda a evitar recaídas.
O médico pós-graduado em nutrologia Wesley Schunk frisou que, quando só uma pessoa deseja mudar os hábitos alimentares, os resultados são bem menores.
“O envolvimento de toda família vai trazer melhorias na saúde, sono, prevenção de doenças, como diabetes, obesidade, hipertensão, câncer. A chance de sucesso é de quase 100% se todos participam.”
O coordenador de medicina preventiva da Medsênior e diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Estado, Roni Mukamal, acredita que, com o hábito coletivo, a mudança vai se tornar uma rotina. “É preciso rever suas prioridades para cuidar da saúde, ter tempo para si.”
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Ter alimentação equilibrada
Dieta variada, com cinco porções de frutas, verduras e legumes – evitando gorduras de má qualidade, sal, açúcar, produtos industrializados e refrigerantes – reduz doenças. Quanto mais coloridos os alimentos no prato, mais nutrientes a pessoa vai consumir. A alimentação saudável deve ser aplicada para toda a família.
Menos calorias
Ao diminuir o tamanho do prato e ingerir menos calorias é possível prevenir doenças como a obesidade. Estudos mostram que dieta com quantidade exata para sobreviver aumenta a longevidade.
Consumir alimentos probióticos
O uso de alimentos probióticos com lactobacilos – que ajudam a produzir bactérias boas no estômago – auxilia a reduzir doenças. São encontrados em alimentos como leite e iogurte.
Praticar atividade física
É válido optar por atividades que a pessoa mais se adapta. Mas especialistas afirmam ser ideal praticar atividades aeróbicas, como corrida e natação. Fazer 150 minutos por semana de aeróbico ajuda a evitar doenças cardiovasculares e colesterol alto. Exercício com peso, como musculação, ajuda a manter a massa magra.
Fazer exercícios em família ajuda um a incentivar o outro e é mais prazeroso. Criar hábitos, como caminhar mais e trocar os elevadores pelas escadas também é importante.
Ter sono de qualidade
Dormir cerca de oito horas por noite, sem barulho, em quarto escuro e com um bom colchão ou travesseiro ajuda a memória, melhora a imunidade e previne problemas cardíacos e cerebrais. A família deve ter uma organização em casa para que todos possam dormir a quantidade de horas necessárias e, sempre que possível, ir para a cama no mesmo horário. Adolescentes e crianças precisam de mais horas de sono.
Beber água
O ideal é beber ao menos 2 litros por dia em temperatura ambiente para hidratar o corpo e as cordas vocais. Mas a quantidade varia conforme o peso.
Fazer check-up
Deve virar hábito anual ir ao médico e fazer exames laboratoriais e mais específicos, de acordo com as indicações do profissional, segundo a idade e o sexo do paciente. Se houver doenças na família, é preciso fazer exames mais precocemente.
Não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas
Quem não fuma nem ingere bebida alcoólica vive por mais tempo e com mais qualidade de vida, além de reduzir risco de doenças, como câncer.
Praticar meditação
Estudos mostram que meditar ajuda a ficar mais atento, reduz o estresse, alivia dores e melhora os sistemas cardiovascular e imunológico. Meditar de cinco a 10 minutos por dia já traz benefícios.
Tomar sol
O sol é uma grande fonte de vitamina D. Todos deveriam tomar sol pelo menos uma vez ao dia, sem protetor solar (que impede a absorção pela pele), antes das 9h e depois das 16h, por alguns minutos.
Usar protetor solar
Também deve ser usado todos os dias, com fator de proteção em geral 40 no rosto e 30 no corpo, e reaplicado a cada 3 horas. Se possível, uma dica dos médicos é ingerir cápsulas no verão que evitam envelhecimento precoce.
Cuidar da saúde emocional
Ter saúde emocional equilibrada, evitando estresse, ansiedade e depressão, é essencial. A depressão é fator de risco para o mal de Alzheimer, afeta a memória e o bem-estar. É preciso mudar a forma como se vê o mundo para evitar problemas.
Abstrair pensamentos negativos
Os erros precisam ser encarados como um meio de aprendizado, uma forma para nos tornarmos melhores, encarar a vida positivamente previne diversos males na mente. Pensamentos negativos poluem a mente e desgastam o sistema imunológico, segundo os médicos.
Autocompaixão
É preciso entender que nem tudo está sob nosso controle e se perdoar sobre isso. Entender os próprios limites nos ajuda a viver melhor e a prevenir problemas psicológicos, que podem se tornar doenças físicas também.
Dividir responsabilidades
Grande parte das pessoas com problemas de estresse hoje em dia é por não saber dividir as responsabilidades. É muito importante que a pessoa saiba dividir as pressões do dia a dia com quem está ao seu redor.
Inserção social
É saudável estar inserido em vários grupos sociais. Ter amigos, bom relacionamento familiar, atividades culturais e de lazer são importantes para perceber que não está sozinho. Conversar com amigos e familiares é um tipo de terapia. Fazer boas ações também é interessante, pois traz sensação de prazer e reduz o estresse.
Ter horários regulares
Ter o mesmo horário para acordar, comer, fazer exercícios e dormir é essencial para o equilíbrio do corpo.
Hábitos para a pele
É preciso evitar uma higiene mais intensa na pele, pois pode causar uma irritação ainda maior no corpo. Deve-se evitar banho muito quente, uso de buchas, banho demorado e lavar o cabelo à noite.
Escovação dos dentes
A população tem desgastado cada vez mais os dentes, ao ranger (bruxismo) e ao apertar os dentes. O ideal é escovar os dentes com calma, sem fazer força demais e ir ao dentista a cada seis meses.
Fonte: Médicos Wesley Schunk, Thanguy Friço, Roberto Debski, Roni Mukamal, Leonardo Ferreira, Cristiano Cesana, Jéssica Polese, Karina Cassa, Aline Lamaita, Viviane Coutinho, Waldéria Stephani Ribeiro, e a dentista Rafaela Antonácio.
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Marido e mulher perdem 70 kg

Eles emagreceram 70 quilos juntos e hoje têm mais saúde e hábitos saudáveis. O empresário Renato Cesconeto, 38, chegou a pesar 140 quilos. Com obesidade mórbida, estava com a pressão arterial elevada – tomava remédio para o controle – e tinha esteatose hepática (gordura no fígado).
A fotógrafa, mulher de Renato, Mary Ellen Maroto, 35, também estava acima do peso. Então, eles decidiram mudar a alimentação da casa, há quatro anos, incluindo a comida dos filhos Maria, de 4 anos, e Bento de 2 anos.
“De lá para cá, nossa vida mudou completamente. Passamos a ter hábitos saudáveis na alimentação, começamos a nos preocupar em consumir produtos orgânicos, não consumir açúcar, refrigerante e preferimos fazer as refeições em casa. Hoje só comemos açúcar em festas, eventos e não ingerimos bebida alcoólica. Ele perdeu 50 quilos e eu, 20”, contou Mary.
O casal buscou ajuda de uma nutricionista para auxiliar na alimentação mais adequada para eles e, com as mudanças, o cardiologista de Renato retirou o remédio para pressão arterial.
“Com a mudança na alimentação, ele não precisou mais tomar remédio. Hoje ele não tem mais gordura no fígado. A gente comia muito mal, muito carboidrato, massa, praticamente todo dia. Foi uma mudança de vida mesmo e para melhor.”
Mary afirmou que foi preciso muita persistência durante todo o processo de emagrecimento.
“Não foi fácil. Não vivemos em um meio que tem muita aceitação de comer de forma mais saudável. No início, foi bem mais drástico. Levávamos salada para as festas e deixamos de ir a vários lugares. Mas conseguimos. Algumas pessoas têm visão errada, acha que fazemos dieta. Nós temos uma alimentação saudável e natural.”
Mary frisou que, quando eles querem comer algo que não é saudável, eles se permitem fazer.
“Quando tem muito tempo que não comemos algo, a gente decide e come, mas no outro dia se arrepende, pois passamos mal. Hoje podemos dizer que nos transformamos, dormimos melhor e temos mais disposição, mais qualidade de vida”, afirmou.”
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Novo estilo de vida

A coach de emagrecimento, Adelle Pinheiro, 40, e o marido Roney Rodney de Carvalho, 39, editor de vídeos, fizeram bariátrica, pois tinham obesidade. Roney tinha apneia do sono, refluxo, pressão alta, tomava cinco remédios por dia de pressão e tinha gordura no fígado.
“Mesmo depois da bariátrica, não tínhamos qualidade de alimentação. Há seis meses, começamos a mudar nossa alimentação e estilo de vida. Em um mês que parei de comer pão, por exemplo, perdi 12 quilos e meu marido, 10.”
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Corrida e pedaladas

Com sobrepeso e taxas de colesterol e glicose altas, o supervisor de produtos e serviços Marcos Vasconcelos, 51, decidiu começar a correr há três anos.
Há um ano ele usa a bicicleta para ir e voltar ao trabalho, de Vila Velha para Vitória.
“Emagreci 20 quilos e inspirei minha esposa Giovana Vasconcelos, 42, que passou a caminhar também.”
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Melhora no sono

A dermomicropigmentadora Juliana Aguiar, 33, e o pai Nivaldo Costa, 60 anos, gerente, decidiram cortar carboidrato e açúcar há dois meses. O resultado foi um sono melhor e menos peso na balança.
“Estamos fazendo uma reeducação alimentar e uma mudança no psicológico também. Estamos dormindo melhor, meu pai até parou de roncar. E estamos menos ansiosos, com mais disposição para o dia a dia. Eu emagreci 4,5 quilos e meu pai, 7,5 quilos.”
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Mais ativos

Os empresários Elizabeth Perim, 63, e Nicolau Emílio Covre, 65, decidiram fazer pilates em busca de mais saúde e prevenção de dores. A fisioterapeuta do MB Fisioterapia Rutelane Barros acompanha o casal e frisou que Nicolau também fez RPG. Eles melhoraram a postura e Nicolau não sente mais dor.
“Meu marido tem hérnia de disco e, com o tratamento, melhorou bastante. O pilates nos mantém ativos e com saúde”, disse Elizabeth.
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Brasileiro quer viver muito, mas descuida da saúde
Os brasileiros desejam envelhecer com saúde e pretendem viver até os 85 anos, em média, superando a expectativa de vida atual, que é de 75,5 anos, segundo as estatísticas oficiais brasileiras.
Mas a maioria não adota um estilo de vida que contribua para alcançar esse objetivo, com exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e cuidados preventivos. Por outro lado, grande parte da população está convencida de que esses hábitos podem contribuir para uma maturidade saudável.
Essas são algumas das conclusões da pesquisa “Como os brasileiros encaram o envelhecimento – versão 2017”, levantamento realizado pelo Instituto Qualibest.
A pesquisa, que envolveu 703 adultos com 18 anos ou mais de idade, faz parte da campanha “Envelhecer Sem Vergonha – Qualidade de vida não tem idade”, iniciativa da Pfizer, com o objetivo de convocar a sociedade para uma conversa sobre o tema.
A maioria dos entrevistados, ou 92% da amostra, afirma que sente medo de envelhecer. E, para esse grupo, os problemas de saúde são justamente o aspecto mais temido quando pensam em maturidade.
Por outro lado, a pesquisa aponta que a minoria das pessoas ouvidas pratica atividades físicas, mantém uma alimentação saudável ou cuida da saúde de forma preventiva, hábitos que contribuem para a prevenção de doenças. Entre os jovens de 18 a 25 anos, esses cuidados são ainda menos adotados.
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Persistência e disciplina para ter uma nova rotina

Especialistas apontam que é importante fazer a mudança aos poucos, mas com determinação, para transformar hábitos inadequados
Boa parte da população já tem conhecimento de que é necessário fazer exercícios regularmente, comer alimentos mais naturais, ter uma boa noite de sono, evitar o estresse e manter um tempo para o lazer.
Mas, para colocar em prática todos esses hábitos, especialistas apontam que é preciso ter persistência, disciplina, entender que é necessário dar um passo por vez, fazendo mudanças
O psicólogo e Gestalt-terapeuta Enéas Lara acredita que, para transformar hábitos inadequados por aqueles desejados, é preciso ter um incômodo e sentir a necessidade de ter o comportamento.
“Mantenha o foco, disponibilize tempo e disposição para tal. A necessidade, a persistência e a experiência diária de outra forma ao agir cria o novo hábito.”
A psicóloga Adriana Cardoso esclareceu que a disciplina é importante para focar o que se deseja mudar. “Já a persistência relaciona-se ao tempo dispensado para que os sinais de mudanças possam ocorrer até se tornarem automáticos.”
A nutricionista Ana Elza Pimentel sugere ficar atento aos pensamentos.
“Quando vier um pensamento, como ‘estou cansado, hoje não vai dar’, mude seu pensamento, dizendo ‘hoje vai dar, eu vou emagrecer, eu vou conseguir’. Se você sempre passa por uma rua onde para no barzinho, troque de rua, mude o caminho e coloque sempre a sua meta em primeiro lugar.”
A psicóloga Lia Clerot ressaltou a importância de se mudar aos poucos. “Comece devagar fazendo pequenas substituições de hábitos. Aos poucos o cérebro vai se adaptando a essa nova rotina, em alguns meses você terá mudado de hábito e nem terá sofrido com isso.”
O médico e palestrante Thanguy Friço, criador do LifeStyle, um planejamento para uma vida saudável, explicou que, quando as mudanças são drásticas, não conseguem se manter.
“O cérebro luta contra a privação de algo. A mudança tem de ser progressiva e constante para se tornar hábito. O cérebro faz centenas de escolhas por dia. Quando há um hábito, você não precisa fazer uma escolha, o que facilita o dia a dia e ainda nos torna mais saudáveis.”
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Como começar
O primeiro passo é ter consciência de que não está realizando hábitos saudáveis, como boa alimentação, exercícios, sono reparador e redução do estresse. Em seguida, foque no resultado a ser atingido, nos benefícios que serão alcançados. Focar no trabalho que vai dar ou nas privações que terá que fazer o desestimulará.
Paciência e disciplina
Algo que ajuda muito a quem quer mudar de hábito é um período para treinar o cérebro para a nova rotina. Quando desenvolvemos hábitos, nosso cérebro cria pequenos circuitos que transmitem sinais para o nosso corpo e assim desenvolvemos nossas ações. É uma pequena conexão elétrica que nos faz repetir os padrões e faz com que façamos a mesma coisa todos os dias.
Comece devagar
Quando se quer uma mudança de hábitos, a dica é começar devagar fazendo pequenas substituições de hábitos. Estabeleça períodos para isso, por exemplo, essa semana vou ler todas as noites e faça isso por uma semana. Depois coloque uma nova meta e, assim, vai perceber que aos poucos o cérebro vai se adaptando a essa nova rotina. Em alguns meses você terá mudado de hábito e nem terá sofrido tanto com isso.
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Postura correta evita dores

Varrer casa, pegar peso, usar o celular. Pequenas ações rotineiras podem trazer dores e até doenças se não forem realizadas na posição correta. Por isso, médicos e fisioterapeutas alertam para o cuidado e a melhora na postura.
A fisioterapeuta e diretora do MB Fisioterapia e do ITC Vertebral, Julianne Magalhães, contou que, ao se sentar em frente ao computador, é importante ter uma cadeira com apoio para os braços, manter a coluna reta e colocar o monitor um pouco abaixo da linha dos olhos.
“É preciso ter consciência corporal para manter a postura e evitar dores e doenças. Vale lembrar que a melhor forma de evitar dores é se movimentar – com orientação.”
O cirurgião de coluna responsável pelo Serviço de Cirurgia da Coluna Vertebral da equipe de ortopedia do Hospital Metropolitano, Lourimar Tolêdo, contou que, ao usar o celular, é preciso manter a tela na altura dos olhos, para evitar que a cabeça fique abaixada, colocando peso sobre o pescoço.
“Ao varrer, evite movimentos de torção do tronco. Já ao abaixar, é preciso dobrar os joelhos, contrair o abdômen e pegar o objeto, sem forçar a coluna.”
O ortopedista especialista em ombro Luciano Cattabriga afirmou que é importante manter a musculatura abdominal contraída durante todo o dia. “Essa contração constante mantém a coluna lombar protegida, além de ajudar a aumentar o metabolismo. Também é válido manter a coluna reta.”
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Reportagem especial de Kelly Kalle para o