- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Saúde

Neoplasia na cervical: médicos explicam doença do narrador Luis Roberto

A neoplasia na região cervical é um crescimento anormal de células no corpo, podendo ser benigno ou maligno

Neoplasia na cervical: médicos explicam doença do narrador Luis Roberto
-
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


O narrador Luis Roberto anunciou que não participará das transmissões da Copa do Mundo 2026. O jornalista foi diagnosticado com uma neoplasia na região cervical e se afastou para realizar o tratamento. A pedido de A Tribuna, médicos explicam o que é a doença e os principais fatores de risco.

A oncologista Juliana Alvarenga explica que a neoplasia é um crescimento anormal de células no corpo, podendo ser benigno ou maligno. No caso do narrador, a massa está localizada na região cervical, ou seja, no pescoço.

“Quando o crescimento ocorre de forma lenta e não se espalha, trata-se de uma neoplasia benigna. O problema é quando há crescimento desordenado, com capacidade de invadir outras estruturas do corpo, caracterizando o câncer, que é uma neoplasia maligna”.

Um tumor na região cervical pode afetar estruturas como cordas vocais, laringe e cavidade oral. No caso de Luis Roberto, ainda não se sabe a área exata atingida, mas o diagnóstico inclui exames de imagem e biópsia.

“A suspeita geralmente surge a partir de exames de imagem ou da identificação de um nódulo. Porém, o diagnóstico definitivo só é possível com a realização da biópsia”, diz Juliana.

Com o resultado, o tratamento varia conforme a localização e a gravidade do tumor. O cirurgião de cabeça e pescoço Marco Homero de Sá diz que a cirurgia costuma ser indicada em casos iniciais.

“No início, é mais fácil retirar a lesão, com um menor impacto ao paciente. Em casos mais avançados, pode ser necessário combinar cirurgia com radioterapia ou quimioterapia”.

De acordo com o oncologista Wesley Vargas Moura, os sintomas também dependem da localização do tumor.

“No geral, é comum que os pacientes apresentem feridas na boca que não cicatrizam, dor ou dificuldade para engolir, caroço no pescoço e febre constante”.

Entre os principais fatores de risco para tumores na região cervical estão o tabagismo e o consumo descontrolado de álcool, além de infecções pelos vírus HPV e Epstein–Barr.

“Fatores relacionados ao estilo de vida, como obesidade ou sedentarismo, também influenciam”, conclui Wesley.

Entenda 

Neoplasia na região cervical

  • A neoplasia é um crescimento anormal de células que formam um novo tecido, chamado de massa ou tumor.
  • Pode acontecer em praticamente qualquer região do corpo, porque depende da existência células se multiplicando no local.
  • Sendo na cervical, essa massa fica localizada na região do pescoço.

É benigno ou maligno?

  • O crescimento é benigno quando essas células não têm a capacidade de se espalhar para outros tecidos.
  • É maligno quando as células podem se espalhar. Nesse caso, os tumores podem atingir estruturas como linfonodos, glândulas e a tireoide, além de áreas como cavidade oral, laringe e faringe.

Sintomas

Dependem do local afetado. No caso de ser na cervical, o paciente pode apresentar:

  • Dores persistentes na garganta.
  • Alterações na voz.
  • Rouquidão.
  • Sensação de caroço no pescoço.
  • Dificuldade para engolir.
  • Feridas e manchas na boca.

Fatores de risco

  • Consumo de álcool.
  • Tabagismo.
  • HPV.

Diagnóstico

  • O diagnóstico geralmente é feito por exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética.
  • Também podem ser necessários procedimentos específicos que permitem avaliar com mais precisão as vias aéreas superiores e a realização de uma biópsia.

Tratamento

  • O tratamento varia de acordo com a localização exata e o tipo de neoplasia.
  • No caso das benignas, pode incluir cirurgias.
  • Já para tratar as malignas, é comum o uso de outros procedimentos associados, como radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia.

Números no Espírito Santo

  • 2023: 1.227 diagnósticos de neoplasias malignas da região cervical.
  • 2024: 888 casos.
  • 2025: 424 casos.

Mais Lidas

Ver tudo ›