|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento injetável de uso semanal para sobrepeso e obesidade. A decisão foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União (DOU).
O medicamento, chamado Wegovy (semaglutida 2,4mg), tem o mesmo princípio ativo do Ozempic, autorizado no Brasil para uso contra diabetes tipo 2.
Segundo a Anvisa, ainda não há uma data definida de quando a medicação chegará às farmácias brasileiras nem de quanto custará.
O cirurgião do aparelho digestivo Felipe Mustafá explica que o Ozempic, que custa entre R$ 800 e R$ 970, já vem sendo utilizado para tratar obesidade, porém, não havia indicação na bula.
“Com o uso direto do Ozempic era comum a perda de peso nos pacientes com diabetes tipo 2. Aí, foram feitos estudos, com obesos com e sem diabetes. Então o laboratório lançou o novo medicamento, com a nova dosagem”, afirma.
A injeção, que deve ser aplicada semanalmente, promoveu uma redução média de 17% do peso dos pacientes, segundo estudo.
Segundo o endocrinologista e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/Regional São Paulo, Ricardo Barroso, o percentual é próximo ao resultado médio alcançado com a técnica de cirurgia bariátrica chamada de Sleeve Gástrico. “Chega a 20%, em média”, afirma.
A endocrinologista Sabrina Franca explica que o Wegovy é a semaglutida, um análogo do GLP-1, que é uma incretina, uma substância produzida no trato gastrointestinal que age inibindo o apetite e retardando o esvaziamento gástrico, fazendo com o que o alimento demore mais tempo para ser digerido, emitindo sinal para o cérebro.
“E ele age também de forma indireta, estimulando o pâncreas a produzir insulina. Por isso ele é usando inicialmente para o tratamento do diabetes. Só depois foi aprovado para o tratamento da obesidade”, diz.
O nutrólogo Roger Bongestab destaca que a medicação deve ser prescrita somente por médicos, que vão acompanhar o metabolismo e promover um tratamento multidisciplinar da obesidade.
“Vou buscar informações sobre o remédio”
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: true
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
A empresária e influenciadora digital Roberta Borsoi, de 40 anos, conta que usou o Ozempic em 2021 para ajudar no emagrecimento.
A experiência para ela foi boa. Ela disse que, inclusive, melhorou o sono, mas em certo momento o médico recomendou parar. “Dormia cedo e acordava cedo. Usei por dois meses e emagreci 8 kg.” Em relação a efeitos colaterais, disse que não teve. “Não tive nada. Parece que quando você vê um doce, não vê graça”.
Ela gostou da notícia de uma nova medicação com a mesma substância para ajudar na perda de peso.
“Passei por uma gestação no último ano e acabei engordando. Estou acima do meu peso ideal e vou buscar informações sobre o novo remédio com meu médico”, disse.
Entenda
Autorização
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento injetável de uso semanal para sobrepeso e obesidade.
A injeção, Wegovy (semaglutida 2,4mg), é produzida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk e tem o mesmo princípio ativo do Ozempic, medicamento autorizado para uso contra diabetes tipo 2, mas também utilizado para tratar obesidade.
Segundo a fabricante, o Wegovy promoveu redução média de 17% do peso corporal nos pacientes.
A aprovação foi baseada em resultados do programa que teve a participação de mais de 4,5 mil pessoas no mundo.
O tratamento já é aprovado em países como EUA e Canadá.
Segundo a Anvisa, a bula estará disponível no Bulário Eletrônico da Anvisa em breve. O medicamento poderá ser comercializado apenas sob prescrição médica.
Para isso, no entanto, ele precisa ter o preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Ação
O Wegovy é a semaglutida, um análogo do GLP-1, que é uma incretina, uma substância produzida no trato gastrointestinal, que age inibindo o apetite e retardando o esvaziamento gástrico, fazendo com o que o alimento demore mais tempo para ser digerido, emitindo sinal para o cérebro de saciedade.
E ele age também de forma indireta, estimulando o pâncreas a produzir insulina.
Por isso ele é usando inicialmente para o tratamento do diabetes. Só depois foi aprovado para o tratamento da obesidade.
Indicação
Em adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30 kg/m (obesidade).
Pacientes com IMC maior ou igual 27 kg/m e menor que 30 kg/m (sobrepeso) também poderão utilizar o medicamento quando tiverem pelo menos uma comorbidade, como pré-diabetes ou diabetes tipo 2, hipertensão, ou doença cardiovascular.
Para calcular o IMC, basta dividir o peso pela altura ao quadrado.
Cuidados
Especialistas alertam que todo medicamento deve ser usado com acompanhamento médico.
Segundo o endocrinologista e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/Regional São Paulo, Ricardo Barroso, o medicamento é indicado com alimentação saudável e exercícios físicos.
“Há efeitos colaterais como náusea, desconforto gástrico, refluxo e esofagite. Por isso é importante o acompanhamento médico”, diz Barroso.
O cirurgião do aparelho digestivo Felipe Mustafá reforça: “Não pode ingerir bebida alcoólica, tem que estar bem orientado. A pessoa sem acompanhamento pode ter até uma pancreatite”.
Fonte: Especialistas consultados.