
De acordo com os cientistas, o estudo descobriu que 44% dos homens testados conseguiram alcançar uma ereção cinco minutos depois de usarem o gel. Dos 220 testes realizados, 70% ficaram excitados em 10 minutos.
Além da rapidez, o que chama atenção no novo produto é que a principal substância é a nitroglicerina, um líquido oleoso e incolor que pode explodir espontaneamente em grandes quantidades.
Os pesquisadores explicaram que, à medida que o produto químico se infiltra no pênis, libera o gás óxido nítrico, o que ajuda a dilatar os minúsculos vasos sanguíneos que bombeiam sangue para a área durante a excitação.
“A nitroglicerina é um produto que oferece vasodilatação muito grande, mas é preciso bastante cautela com esse tipo de novidade. Ainda se trata de um estudo e mostra efeitos colaterais. No entanto, o princípio do medicamento é o mesmo de outros que já existem, estimular a vasodilatação e melhorar a ereção do paciente”, destacou o médico Eduardo Marsiglia.
O produto ainda está em estudo e apresentou dor de cabeça como efeito colateral. Os cientistas estão planejando novos estudos. Segundo eles, o gel poderá estar nas prateleiras no próximo ano, custando apenas 1 euro (cerca de R$ 4,40).
Hoje há três tipos de tratamentos para a impotência sexual, segundo explicou o urologista Márcio Maia Lamy.
“O que consideramos de primeira linha, são os medicamentos orais, que não são invasivos. Há os medicamentos injetáveis, que não têm a necessidade de estímulo. E por último, as próteses penianas”, destacou.
O urologista Bruno Baracho destaca que o problema de ereção pode ser o primeiro sintoma de uma doença cardiovascular.
“É importante pensar no paciente como um todo, investigar o que está causando o problema. Da mesma forma que o sangue não está chegando ao pênis, pode não estar chegando ao coração e ao cérebro direito”, explicou.