A Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe reduzir em 30% o consumo de sal nos alimentos até 2025. A entidade reuniu dados de 41 países para definir os índices de sódio recomendados para a indústria alimentícia.
Desde 2020, a OMS começou a desenvolver essas referências. O objetivo principal é esclarecer quais são os níveis máximos permitidos de acordo com cada categoria de alimentos.

O cirurgião cardiovascular Melchior Luiza Lima cita que o sal foi introduzido na alimentação para preservar os alimentos, mas hoje é usado em excesso. “Quando se ingere em alimentos industrializados de forma excessiva é ruim para o organismo, porque ele acaba se incorporando nas paredes das artérias e tornando-as mais rígidas e menos elásticas, contribuindo para a pressão alta”, explicou.
O cardiologista frisa que ainda existe a retenção de líquido. “O sal no nosso organismo tende a puxar para ele mais água, e a pessoa acaba tendo uma sobrecarga hídrica, retendo mais água e gerando o inchaço nas pernas e nas mãos”.
A presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia no Espírito Santo, Tatiane Emerich, pontua que a hipertensão, devido ao alto consumo de sal, pode levar a doenças mais sérias.
“É um fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral), aumentando a mortalidade. Além disso, eleva o risco de outras doenças, como obesidade, a renal crônica e o câncer de estômago”.
A quantidade de sal recomendada faz parte da prevenção para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares a longo prazo.
“Uma alimentação saudável e equilibrada é sempre a melhor opção”, disse. Segundo ela, no Brasil a média, por pessoa, de consumo de sal é alta, em torno de 12g.
A Sociedade Brasileira de Cardiologistas estima que se o Brasil seguisse os padrões recomendados pela OMS, o País teria uma redução de 15% nas mortes por AVC e 10% naquelas por infarto.
Alerta para doenças cardiovasculares
As doenças cardiovasculares representam uma das maiores causas de mortes em todo o mundo, por comprometerem o sistema cardíaco e vascular. Elas se caracterizam por um conjunto de disfunções que atingem o coração e os vasos sanguíneos.
As cardiopatias ocorrem mais em pessoas a partir dos 50 anos, embora possam acometer indivíduos de todas as idades. Estão mais presentes em pacientes do sexo masculino do que em mulheres.
A dor no peito é um dos sintomas de um problema que pode ser cardíaco, alertou o cardiologista Pietro Dall’Orto. “Vários motivos podem desencadear uma dor no peito: angústia, inflamação de uma articulação. A dor cardiovascular pode irradiar, geralmente, para algum membro do lado esquerdo ou direito e para a mandíbula”.