A falta de vacinação pode trazer de volta algumas doenças erradicadas no País. A cobertura vacinal da poliomelite no Estado, que previne a paralisia infantil, está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, de 95%.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que a cobertura vacinal está em 84,07%. A imunização contra a poliomielite deve ser iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, além dos reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade.
A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Sesa, Danielle Grillo, destacou que, nos últimos três anos, houve uma queda na cobertura vacinal no País.
“Também registramos essa queda no Estado. Temos de ressaltar que não existe outra forma de prevenir a doença, além da vacinação”.
Danielle contou que, devido à queda da cobertura no País, o Ministério da Saúde se reuniu com as secretarias estaduais. “Fomos discutir ações prioritárias nas áreas de imunização e vigilância para evitar a reintrodução da poliomelite no Brasil”.
Médico e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatra no Estado, Rodrigo Aboudib afirmou que, além de ser grave, a doença pode causar atrofia de um dos membros.
“É absolutamente necessário que os pais busquem as unidades de saúde, já que a vacina está disponível na rede pública. Os responsáveis que não vacinam os filhos expõem a criança a doenças”.
A infectologista Rubia Miossi frisou que a doença é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato com a pessoa doente.
A auxiliar de serviços gerais Jaciele Pereira, 21, já vacinou a filha Anna Alice, 3 anos, e aguarda para dar a última dose do reforço. “Acompanho o calendário, pois tenho a preocupação de protegê-la”.
