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Saúde

Personal capixaba pede ajuda para operar tumor no cérebro

Uma dor de cabeça persistente virou a vida da personal trainer Letícia Tavares, de 29 anos, de pernas para o ar: ela descobriu um tumor no cérebro e ...

Personal precisa de R$ 150 mil para fazer a cirurgia em São Paulo

Última atualização

Uma dor de cabeça persistente virou a vida da personal trainer Letícia Tavares, de 29 anos, de pernas para o ar: ela descobriu um tumor no cérebro e está correndo contra o tempo para fazer a cirurgia, que deve acontecer no final do mês.

Letícia contou que as dores de cabeça eram constantes e controladas com analgésicos, alguns mais fracos, outros mais fortes, dependendo da intensidade. Segundo ela, as dores não a incapacitavam, então continuava dando aulas mesmo com a cabeça dolorida.

“Estava dirigindo na orla, em uma sexta-feira, quando senti uma queimação muito forte no lado direito da cabeça. Liguei para minha irmã desesperada, porque achei que estava tendo um AVC. Era diferente, a dor não era como as anteriores”, salientou.

Ela então tomou um relaxante muscular e continuou as suas atividades normalmente no final de semana. Na manhã da segunda-feira seguinte, a queimação voltou e Letícia decidiu procurar um hospital. Voltou para casa sem um diagnóstico e, no outro dia, vendo que a queimação não tinha passado, procurou atendimento novamente, desta vez em um hospital particular de Cariacica.

“Eles fizeram uma ressonância, que acusou a alteração e não me deixaram ir em casa nem para trocar de roupa. Chorei muito, meu marido também, porque você nunca espera que uma coisa dessas vá acontecer”, lamentou a personal trainer, que foi diagnosticada com um tumor no cérebro, conhecido como glioma.

Letícia contou que ficou 14 dias internada e hoje aguarda a cirurgia em casa, pois não pode voltar às atividades normais.

“Minha vida está parada, mas estou recebendo muito apoio e tenho fé que vamos conseguir o dinheiro para a cirurgia, que é muito cara e delicada”, explicou Letícia Tavares.

Infelizmente a conta não fecha. O procedimento, muito delicado, deve ser feito em São Paulo, custa R$ 150 mil, e a família não tem condição de pagar. E é aí que começou a corrente do bem pela vida da Letícia.

Amigos e familiares estão se mobilizando para arrecadar dinheiro para a cirurgia. Eles criaram uma vaquinha virtual e, até a tarde de ontem, foram arrecadados R$ 18.230,11, doados por 221 pessoas.

Além disso, eles também estão vendendo a rifa de uma TV Smart 32 polegadas. Cada bilhete custa R$ 5.

Personal precisa de R$ 150 mil para fazer a cirurgia em São Paulo (Foto: Acervo pessoal)

Dores persistentes precisam de atenção

O neurocirurgião José Augusto Lemos, especialista em dor, lembrou que as queixas mais comuns no consultório são exatamente por dores de cabeça.

O médico lamentou a facilidade que o brasileiro tem de se automedicar e que nenhuma dor persistente deve ser tratada com negligência.

“Geralmente os sintomas não são levados a sério. Toda dor persistente deve ser investigada, independente de onde ela é: na cabeça, no abdômen, articular. É preciso uma avaliação especializada antes de a pessoa se automedicar”, disse o especialista.

O tumor que Letícia Tavares tem é conhecido como glioma de baixo grau. Dentro da especialidade, segundo o médico, eles são vistos com uma certa frequência.

“Os gliomas são tumores que sempre foram comuns no sistema nervoso. É importante saber que, mesmo sendo benignos, eles precisam de interferência cirúrgica”, ressaltou o neurocirurgião.

José Augusto explicou ainda que o cérebro é delicado, frágil e mole, envolto em uma caixa dura, e se alguma coisa ocupa caixa craniana além dele, acaba não tendo margem para acomodar o volume a mais.
Isso então provoca desde dor de cabeça até epilepsia, crises convulsivas, deficiência motora, alterações na visão e também na audição. “Mexe no corpo inteiro”, frisou o médico.

A recomendação principal do profissional em caso de dor é procurar imediatamente atendimento médico. “Você pode tomar o remédio errado e mascar o problema”, alertou.

Saiba como ajudar

A família e os amigos criaram uma vaquinha virtual, que pode ser acessada pelo link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/cirurgia-da-le. Quem quiser ajudar pode contribuir com qualquer valor.
a rifa para concorrer a uma TV de 32 polegadas pode ser comprada por R$ 5 no Churrasquinho do Rodrigo, na Academia Órbita e na La Vitta Saladeria, em Jardim Camburi.

Quem quiser pode doar qualquer valor diretamente para a conta da Letícia no Banco do Brasil: Agência 31941, Conta Poupança 358.622.

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