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Saúde

Pneumonia já provocou 190 mortes e 1.200 internações este ano no ES

Especialistas dizem que o alto número de casos e mortes está relacionado à queda da cobertura vacinal e ao envelhecimento

Pneumonia já provocou 190 mortes e 1.200 internações este ano no ES
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Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização

O Espírito Santo registrou 190 mortes por pneumonia e mais de 1.200 internações nos primeiros meses de 2026 segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Já ao longo de 2025, foram registradas 1.239 mortes.

Segundo a pneumologista Carolina Strauss, o alto número de casos e, consequentemente de mortes, está relacionado a um conjunto de fatores, como queda da cobertura vacinal e o envelhecimento da população.

“O envelhecimento da população aumenta o número de indivíduos mais vulneráveis. Além disso, oscilações nas coberturas vacinais nos últimos anos favorecem a evolução para formas mais graves”.

Períodos com maior circulação de vírus respiratórios — especialmente durante o outono e o inverno — também estão associados ao aumento de internações por síndrome respiratória aguda grave, frequentemente relacionadas à pneumonia.

“A pneumonia pode ser causada por vírus, como influenza, ou bactérias, sendo o pneumococo o principal agente. Infecções virais também podem facilitar o desenvolvimento de pneumonias bacterianas”, explica Carolina.

Diagnóstico

Outro fator de risco, segundo a pneumologista Roberta Couto, é o atraso no diagnóstico. Isso porque nem sempre a pneumonia se manifesta com sintomas clássicos, como tosse, febre e falta de ar.

“Às vezes, o sintoma vai ser uma dor torácica e o paciente pode demorar mais para buscar atendimento, facilitando com que a pneumonia evolua para um quadro mais grave”.

Além dos idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas também precisam de atenção especial, como explica a pneumologista Dyanne Moyses.

“Esses são grupos mais vulneráveis e que precisam buscar atendimento com mais rapidez, já que essas infecções podem descompensar doenças já existentes”.

Para se prevenir nesse cenário, a principal orientação é manter as vacinas em dia, segundo a pneumologista Carla Bulian, do Hospital Santa Rita. “O controle adequado de doenças crônicas e lavar sempre as mãos também são medidas importantes”.

Os números

190 mortes por pneumonia em 2026

1.208 internações até fevereiro

1.239 mortes ao longo de 2025

Fique por dentro:

Pneumonia

É uma infecção que atinge os pulmões e pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos.

Em casos mais graves, pode levar à internação e até à morte.

Principais causas

A forma mais comum é a bacteriana, que muitas vezes começa com um resfriado ou sinusite.

Também há casos virais, causados por influenza (gripe), covid-19 e outros vírus respiratórios.

Sintomas

  • Tosse com secreção.
  • Febre.
  • Cansaço.
  • Falta de ar.
  • Dor no peito ao respirar.
  • Aumento da frequência cardíaca e respiratória.

A orientação é procurar atendimento médico já nos primeiros sintomas.

Grupos de risco

  • Crianças pequenas.
  • Idosos.
  • Pessoas com doenças crônicas, principalmente as respiratórias.
  • Pessoas com baixa imunidade
  • Fumantes.

Prevenção

A vacinação contra a gripe e pneumococo é a principal forma de prevenção.

Também ajudam cuidados como lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, fazer higiene nasal e adotar hábitos saudáveis, como boa alimentação, sono adequado e prática de exercícios.

Casos no estado

2026: 1.208 internações e 190 mortes

2025: 12.297 internações e 1.239 mortes

Gravidade

Não resistiu

O agrônomo capixaba Osman Francischetto de Magalhães, de 95 anos, morreu na última quarta-feira em decorrência de pneumonia.

Segundo o filho, Marcus Magalhães, CEO da MM Cafés e colunista de A Tribuna, ele já enfrentava um quadro avançado de Alzheimer, o que agravou seu estado de saúde nas últimas semanas.

Referência na agricultura do Espírito Santo, Osman teve atuação marcante no setor público e em instituições ligadas ao desenvolvimento rural no Estado.

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