Para controlar e combater o surto de malária na região Noroeste do Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está investindo em ações como uma nova remessa de testes rápidos para a descoberta da doença.
A secretaria divulgou nesta sexta-feira (10) que recebeu 20 novos kits com 500 testes e mais uma remessa de medicamentos deve chegar neste sábado (11) ao Estado, enviada pelo Ministério da Saúde.
A quantidade de comprimidos que serão enviados neste sábado é suficiente para o tratamento de 350 pacientes em Vila Pavão e Barra de São Francisco, cidades com a maior concentração de casos.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, não há motivos para alarde.
“Os casos continuam concentrados na região Noroeste. Já foram identificados e estamos tratando com as medidas de contenção adotadas. Observamos isso na redução do número de casos novos. Essa é a nossa expectativa”, explicou.
O secretário destacou que não há perigo para a área urbana, e disse que o caso da aposentada Tereza Bela da Silva, 82 anos, que teve a doença e foi picada em Vila Pavão, não deve preocupar Vila Velha, município onde ela se encontra.
“O risco é inexistente para a Grande Vitória. Um mapa mostra que o mosquito não circula em Vitória. Nossa prioridade é conter o surto em Vila Pavão. Não temos nenhuma expectativa de que, efetivamente, esse surto saia de onde já está, pois é um mosquito silvestre”, complementou.
Uma criança de Vila Pavão, que está a passeio com a família no bairro Ulysses Guimarães, Vila Velha, fez o segundo exame para detectar malária. O resultado foi negativo para a doença.
Segundo a gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, a zona de risco maior é para quem mora na área rural de Vila Pavão. “Estamos tendo muitos incidentes em Conceição do Quinze, Praça Rica, Córrego do Estevão e o assentamento Três Corações, perto de Barra de São Francisco”, explicou.
Até o momento, foram levados para Vila Pavão 3.390 comprimidos e 1.199 frascos de medicamentos injetáveis. Há também distribuição de repelentes para a população.
A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste sábado (11).