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Saúde e Bem-estar: tratamento inédito é esperança contra a dor

A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, é usada em tratamentos estéticos para diminuir rugas e linhas de expressão. Mas ela pode ser ...

O médico Ramon D’Ângelo Dias estudou os casos e benefícios do uso da toxina botulínica fora do País

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O médico Ramon D’Ângelo Dias estudou os casos e benefícios do uso da toxina botulínica fora do País (Foto: Divulgação)

A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, é usada em tratamentos estéticos para diminuir rugas e linhas de expressão. Mas ela pode ser também a esperança para quem sofre de dores crônicas.

Pela primeira vez no Estado, a toxina foi usada em um tratamento para dor neuropática, uma sensação dolorosa que ocorre em uma ou mais partes do corpo, causada por uma lesão no sistema nervoso central.

A paciente do procedimento foi a enfermeira Cíntia Almeida, 33, que desde 2010 sente dores nas costas e pernas que a impedem de fazer caminhadas, prejudica no trabalho e dificulta os afazeres domésticos simples.

“É uma dor muito ruim, uma queimação intensa nas costas e nas pernas. Dói todos os dias. Para suportar, tenho de tomar vários remédios. E, por isso, não posso realizar o sonho de engravidar, pois tem remédio que causa má-formação fetal.”

O neurologista e anestesiologista Ramon D’Ângelo Dias, do Hospital Meridional, que realizou o procedimento, explicou que todos os tratamentos já consagrados como medicamentos orais, bloqueio com lidocaína e até a estimulação transcraniana por corrente contínua foram feitos, mas nenhum apresentou resultados satisfatórios.

“Foi então que, revendo a literatura médica, li alguns casos e os benefícios da utilização da toxina botulínica para o tratamento desse tipo de dor fora do País. Como já tinha se esgotado todos os procedimentos e queríamos um menos invasivo, resolvemos tentar”, explicou o neurologista.

Ele esclareceu que a toxina já é bem conhecida na medicina, inclusive é usada para o tratamento da enxaqueca, mas ainda não tinha sido aplicada no tratamento da dor neuropática.

“Para a enxaqueca, o protocolo usa 155 unidades da toxina. Usamos 100 unidades de cada lado da coluna, aplicando na região simpática lombar para aliviar a rigidez dos músculos, diminuir a sensibilidade dos nervos que recebem o estímulo da dor.”

Os resultados do tratamento foram positivos, o que trouxe esperança não só para a Cíntia, que já reduziu o uso de medicação, como para muitos outros pacientes com dores graves e resistentes.

O procedimento foi feito no dia 16 de junho e o médico destacou que serão necessárias novas aplicações. “No entanto, os estudos mostram que a cada aplicação a dor fica menor e o paciente consegue diminuir a quantidade de medicação”, contou.

Leia a reportagem especial completa na edição de A Tribuna do dia 30 de setembro

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