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Saúde

Síncope Vasovagal: médicos explicam doença que afeta ex-jogador Oscar

Segundo especialistas, problema é a principal causa de desmaios no mundo e é comum em jovens e pessoas com pressão mais baixa

Síncope Vasovagal: médicos explicam doença que afeta ex-jogador Oscar
- Oscar nos tempos do São Paulo: ex-atleta descobriu o problema após sofrer desmaio durante exames de rotina
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização

O ex-jogador Oscar, 34 anos, que atuou recentemente pelo São Paulo, anunciou sua aposentadoria após ser diagnosticado com síncope vasovagal, condição identificada após um desmaio durante exames de rotina. Convidados por A Tribuna, médicos explicam o que é o quadro, os sintomas e como se prevenir.

O cardiologista Guilherme Pizetta, da Santa Casa de Vitória, explica que a síncope vasovagal é a principal causa de desmaios no mundo, desencadeada por estímulos como permanecer muito tempo em pé, exposição ao calor excessivo, dor ou até medo.

“Ela acontece por uma resposta inadequada do organismo a esses estímulos. O corpo reduz a frequência cardíaca ou dilata os vasos sanguíneos, o que faz a pressão cair. Com isso, a pessoa perde a consciência e desmaia”.

Ao contrário de outros quadros que causam desmaio, a síncope vasovagal costuma dar sinais como tontura, enjoo e escurecimento da visão. Nesse caso, o ideal é se deitar com as pernas para cima.

“Não é indicado dar água para a pessoa, colocar algo na boca ou tentar segurar a língua. Após o episódio, deve-se aguardar a recuperação antes de levantar”, orienta Guilherme.

O quadro pode surgir em qualquer idade, mas geralmente acomete pessoas jovens, segundo a cardiologista Tatiene Emerich.

“Pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum em jovens, adolescentes, pessoas magras, com tendência à pressão mais baixa ou sensíveis a estímulos emocionais ou dor”.

De acordo com a médica, a condição é benigna, mas o maior risco está nas possíveis consequências da queda. “No desmaio, a pessoa pode cair, bater a cabeça e sofrer um trauma mais sério. Por isso, aos primeiros sintomas, já é indicado se deitar em local seguro”, acrescenta a médica.

De acordo com o cardiologista Jorge Elias Neto, do Hospital Vitória Apart, o tratamento não costuma ser medicamentoso.

“Apenas um grupo pequeno precisa tomar alguma medicação. No geral, o foco é manter a hidratação, de três a quatro litros por dia, e uma alimentação balanceada”.

Além disso, é importante procurar avaliação médica. “O desmaio nunca deve ser ignorado. É essencial buscar um cardiologista para investigar melhor”, conclui Jorge.

Desmaio no banheiro

Problema afetou Ivete

A cantora Ivete Sangalo, de 53 anos, também enfrentou um episódio de síncope vasovagal no início do mês passado.

Ela desmaiou no banheiro após um quadro de desidratação, em decorrência de uma infecção intestinal com diarreia.

“Minha pressão baixou e eu desmaiei, caí no chão com tudo”, relatou em vídeo nas redes sociais.

Com a queda, a artista sofreu traumas e precisou passar por uma cirurgia para reposicionar o osso da “maçã do rosto”.

Entenda

Queda de pressão e desmaios frequentes

Síncope vasovagal

É a causa mais comum de desmaios no mundo, e ocorre devido a uma queda de pressão.

Exposto a estímulos como ficar muito tempo em pé, calor, medo ou dor, o corpo responde reduzindo a frequência cardíaca ou dilatando os vasos sanguíneos.

Com isso, a pessoa perde a consciência e desmaia.

Sintomas

Antes do desmaio, o corpo costuma dar sinais de alerta, como:

  • Tontura
  • Visão escurecida ou turva
  • Náusea
  • Suor frio
  • Fraqueza
  • Sensação de calor

Gatilhos

  • Ficar longos períodos em pé
  • Dor muito forte
  • Emoções fortes, como medo ou ansiedade
  • Jejum prolongado
  • Levantar muito rápido
  • Desidratação
  • Ambientes abafados e cheios

Diagnóstico

É feito com base na avaliação clínica e no histórico do paciente.

O médico pode solicitar exames como eletrocardiograma, teste de inclinação e exames de sangue, principalmente para descartar causas mais graves, como problemas cardíacos.

Perfil

É mais comum em jovens, especialmente mulheres, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Pessoas que ficam muito tempo em pé, expostas ao calor ou que têm tendência à pressão baixa podem ter maior predisposição.

Tratamento

Na maioria dos casos, não envolve medicamentos.

As principais orientações são:

Manter boa hidratação e alimentação

Evitar longos períodos em pé e ambientes quentes

Como agir

Deite a pessoa em um local seguro e eleve as pernas para ajudar o sangue a chegar ao cérebro.

Afrouxe roupas apertadas. Isso ajuda na circulação e na respiração.

Não é necessário dar água, comida ou “segurar a língua” da pessoa.

Aguarde a recuperação, pois a pessoa costuma recobrar a consciência em poucos minutos. Evite levantá-la rapidamente.

Procure ajuda médica, especialmente se for o primeiro episódio, se houver queda com trauma ou sinais como dor no peito e palpitações.

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