- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Saúde

Sintomas da menopausa pioram durante o verão; veja dicas para reduzir o desconforto

Além de agravar os chamados fogachos, aumento da temperatura corporal afeta o sono, o humor e a disposição ao longo do dia

Sintomas da menopausa pioram durante o verão; veja dicas para reduzir o desconforto
- Ideal é ingerir entre 2 e 3 litros de água por dia para compensar a perda de líquidos causada pelo suor excessivo
Foto de perfil de

Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização



As altas temperaturas do verão podem agravar um dos sintomas mais conhecidos da menopausa: os fogachos, ondas súbitas de calor acompanhadas de suor intenso e mal-estar. Segundo especialistas, o fenômeno não é apenas uma impressão subjetiva e está diretamente relacionado a questões hormonais.

A combinação entre o calor externo e a queda do estrogênio, hormônio que atua na regulação da temperatura corporal, torna o organismo ainda mais vulnerável a esses episódios.

“O sistema de termorregulação já está mais sensível por causa da diminuição do estrogênio. Quando a temperatura ambiente sobe, o cérebro interpreta esse estímulo como excesso de calor e responde com vasodilatação intensa e suor”, explica a ginecologista Beatriz Tupinambá, especialista em menopausa.

O resultado, acrescenta a médica, é o aumento do desconforto em um corpo que já está desregulado pelo climatério e pela menopausa.

A endocrinologista Karen de Marca, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), detalha o mecanismo. Com a queda hormonal, ocorre uma hiperestimulação do centro termorregulador localizado no hipotálamo, tornando as mulheres mais suscetíveis à sensação de calor.

Os fogachos, no entanto, não vêm sozinhos. Esse aumento da temperatura corporal afeta o sono, o humor e a disposição ao longo do dia. “As alterações de temperatura durante a noite fragmentam o sono, que deixa de ser reparador. A mulher acorda mais cansada, o que aumenta a irritabilidade, prejudica a memória e reduz a energia”, diz Tupinambá.

Mulheres com obesidade tendem a sentir mais fortemente os efeitos, afirmam as médicas. O tecido adiposo (gordura) atua como isolante térmico e está associado a processos inflamatórios que reduzem a ação hormonal, acrescenta Tupinambá.

Sedentarismo, baixa ingestão de água, dieta rica em alimentos ultraprocessados, consumo de álcool e tabagismo também contribuem para a intensificação dos sintomas.

O calor intenso também pode aumentar o risco de desidratação, tontura e queda de pressão, sobretudo em mulheres com doenças crônicas. Segundo as médicas, é fundamental procurar ajuda sempre que os fogachos forem frequentes, intensos ou passarem a interferir no sono, no trabalho e nas atividades diárias.

DICAS PARA EVITAR MAIOR DESCONFORTO COM FOGACHOS NO VERÃO

Hidratação reforçada

Ingerir entre 2 e 3 litros de água por dia ajuda a compensar a perda de líquidos provocada pelo suor excessivo durante os fogachos.

Roupas leves e respiráveis

O ideal é priorizar tecidos naturais e claros, que facilitam a troca de calor e reduzem o desconforto térmico.

Ambientes ventilados ou climatizados

Manter quarto e local de trabalho mais frescos, especialmente à noite, contribui para sono mais reparador.

Controle da alimentação

Evite álcool, café, chocolate e comidas apimentadas, muito condimentadas ou ultraprocessadas, que aumentam a vasodilatação e podem deflagrar fogachos.

Dieta anti-inflamatória

Dê preferência a alimentos naturais e antioxidantes, proteínas de boa qualidade, frutas, legumes e fontes de magnésio.

Atividade física regular

Praticar exercícios ajuda no controle dos sintomas, com atenção à intensidade – atividades moderadas tendem a ser mais bem toleradas no calor.

Sono como prioridade

Manter horários regulares e ambiente fresco e evitar estímulos antes de dormir ajudam a reduzir a fragmentação do sono.

Redução do estresse

Práticas como ioga e meditação, bem como técnicas de relaxamento, auxiliam no equilíbrio hormonal e emocional.

Fonte: Pesquisa AT.



Mais Lidas

Ver tudo ›