A força-tarefa que investiga o surto de gastroenterite em uma creche particular de Vila Velha vai analisar dados sobre a saúde de todas as famílias que possuem filhos na instituição. O trabalho também será voltado para a saúde dos funcionários.
O objetivo é identificar todos os possíveis casos de contaminação pela bactéria Escherichia coli, que já levou 18 pessoas ao hospital e matou uma criança de 2 anos no dia 27 de março.
O grupo de trabalho formado por técnicos do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e da Secretaria de Saúde de Vila Velha enviou, no sábado (6), um formulário para cerca de 150 famílias, além de funcionários da creche.
O documento pede que todos que tenham tido qualquer contato com o estabelecimento preencham o documento, fornecendo informações detalhadas sobre a saúde, principalmente a partir do dia 1º de março, quando os casos de doença diarreica aguda começaram.
Os formulários foram enviados para as famílias por e-mails, em contas fornecidas pelos advogados do centro educacional, a pedido da Vigilância Sanitária Municipal.
A Prefeitura de Vila Velha informou que a análise do formulário vai servir, também, de subsídio para a elaboração de um documento com orientações de controle e prevenção.
Este documento será divulgado nesta segunda-feira (8) para familiares das crianças, adultos expostos ao contágio e para a comunidade de forma geral.
A força-tarefa ganhou o apoio de médicos e pesquisadores americanos e europeus durante a última semana. Entre eles está um médico alemão que participou das medidas sanitárias para o controle de uma epidemia mortal ocorrida na Alemanha, em 2011.
Na época, uma bactéria Escherichia coli provocou a morte de 17 pessoas na Alemanha e contaminou 1.900 em outros países do continente europeu. A bactéria, na Europa, vinha de brotos vegetais utilizados em alimentos.
O surto de infecção na creche de Vila Velha é o primeiro registrado no Brasil com caso de morte, segundo o Ministério da Saúde.
