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Saúde

Vacina contra câncer de pele reduz risco de morte em 49%

O imunizante deve ser usado no tratamento do melanoma, o tipo mais agressivo da doença, não tendo efeito preventivo

Vacina contra câncer de pele reduz risco de morte em 49%
- Vacina terapêutica contra o melanoma reduz em até 49% o risco de recorrência ou morte pela doença
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Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


A vacina terapêutica contra o câncer de pele desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e MSD pode reduzir em até 49% o risco de recorrência ou de morte pela doença, segundo estudos divulgados.

O imunizante ainda está em fase de testes e deve ser usado no tratamento do melanoma – o tipo mais agressivo de câncer de pele – não tendo efeito preventivo em pessoas saudáveis.

A oncologista Juliana Alvarenga Rocha explica que a vacina entra na etapa de tratamento que acontece após a cirurgia para a retirada do tumor. “Hoje, no tratamento complementar, utilizamos a imunoterapia. O estudo propõe associar isso à vacina para obter resultados mais promissores”.

O tratamento é considerado inovador por ser personalizado para cada paciente, como explica o oncologista Felipe Peres.

“Retira-se material do tumor do próprio paciente, analisa-se quais genes estão alterados e, a partir disso, é produzida uma vacina específica para aquela pessoa”.

Essa tecnologia, no entanto, também pode interferir no acesso ao tratamento, já que tende a elevar os custos de produção do imunizante. “Os principais desafios para oferecer o tratamento devem ser o custo de produção e o tempo de fabricação. Como é uma vacina personalizada, o processo é mais complexo e pode limitar o acesso inicialmente”, avalia Felipe.

Em 2023, os estudos da vacina entraram na fase 3, a última antes de ser submetida para a avaliação das entidades reguladoras, que deve se estender até 2030. Mesmo assim, a dermatologista Karina Mazzini diz que os resultados iniciais são animadores, já que o câncer de pele tipo melanoma apresenta altos ricos de metástase.

“Quem acompanha pacientes com melanoma sabe o quanto é difícil tratar casos avançados. Essa vacina representa uma grande esperança, especialmente considerando que a incidência de câncer de pele tem aumentado devido à exposição solar”.

Apesar dos avanços, ainda é preciso manter uma rotina de cuidados para evitar o desenvolvimento do câncer de pele. De acordo com o dermatologista Leonardo Linhares, se proteger do sol é indispensável.

“A fotoproteção, idealmente desde a infância, é o pilar central da prevenção. Principalmente para os grupos de maior risco: pessoas de pele e olhos claros, com múltiplas pintas e com histórico familiar da doença”.

Entenda

Vacina está na fase 3 de testes

Imunizante

É uma vacina terapêutica contra o câncer de pele tipo melanoma, desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e MSD.

O imunizante é utilizado como parte do tratamento da doença e não tem efeito preventivo em pessoas saudáveis.

Como funciona?

Utilizando a tecnologia de RNA mensageiro (RNAm), a mesma empregada nos imunizantes contra a covid-19, ela “ensina” o sistema imunológico a reconhecer o material genético do tumor e a combatê-lo.

O tratamento é personalizado, já que a vacina é produzida de acordo com as mutações específicas do tumor de cada paciente.

Resultados

Os estudos indicaram uma redução de 49% no risco de morte ou recorrência da doença após cinco anos.

Também foi observada uma queda de 62% no risco de morte ou metástase em acompanhamentos anteriores.

Estudos

A vacina está na fase 3 dos testes clínicos, a última antes da solicitação de aprovação por órgãos reguladores. Essa etapa começou em 2023 e deve ser concluída até 2030.


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