Diante do aumento de 576% no número de casos de dengue no Espírito Santo, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a vacina contra a doença deve chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020. A informação foi anunciada na segunda-feira (16), em Vitória, durante o 7º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico
“Estamos muito esperançosos com a vacina e esperamos que ela possa chegar no ano que vem. Até lá, vamos passar um verão muito duro, com muita dificuldade por conta do sorotipo 2 (vírus mais grave da dengue). No Espírito Santo não vai ser diferente”, disse o ministro ao ser questionado pela reportagem de A Tribuna sobre ações para conter a doença.
De acordo com Mandetta, o Instituto Butantan já está na terceira e última fase do estudo clínico sobre a vacina. Se for comprovada a eficácia, a instituição poderá pedir o registro da vacina para que ela possa ser disponibilizada gratuitamente no programa nacional de vacinação.
“(O teste) deu 89% de proteção, e só uma dose cobre os quatro vírus da dengue. Em setembro do próximo ano eles já devem pedir o registro, e aí poderemos dar uma resposta para a doença”, disse o ministro.
Mesmo durante o inverno, o número de casos de dengue não para de subir no Estado. Ao todo, 36 pessoas já morreram e outras 71.220 foram infectadas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
O crescimento fez o Espírito Santo pular da sexta para a quarta posição entre os estados com o maior número de ocorrências, atrás somente de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, segundo o Ministério da Saúde.
inseticida
Questionado pela reportagem, o ministro também respondeu sobre a falta de repasse de um inseticida que desde abril não vem para o Estado. A informação foi confirmada pelo coordenador do Programa Estadual de Combate ao Aedes aegypti, Roberto Laperriere, em entrevista na edição do último dia 11.
“Estamos em um enfrentamento muito duro com a fábrica que entrega esse inseticida. Esse produto foi comprado em uma quantidade muito maior do que precisava há três anos, e não funciona. Eles entregaram 100 mil litros, sendo que 80 mil estavam fora das características técnicas”, explicou o ministro.
