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“O mundo mudou, precisamos nos adaptar e humanizar”

Padre Anderson emocionou a todos, num dos melhores momentos do Congresso de Educação do Sinepe-ES. Foto: Fabricio Saiter Com o tema “Educação Afetiva ...

Última atualização

Padre Anderson emocionou a todos, num dos melhores momentos do Congresso de Educação do Sinepe-ES. Foto: Fabricio Saiter

Com o tema “Educação Afetiva e Humanizadora”, o padre Anderson Gomes Silva emocionou a todos  durante sua palestra no 7º Congresso Educacional das Escolas Particulares, realizado pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sindafe-ES) e patrocinado pela Rede Tribuna.

Padre Anderson contou que relutou muito em aceitar o convite para falar para professores e pedagogos sobre educação. Mas que depois que aceitou o desafio sua primeira ação foi pesquisar no Google sobre o tema do evento “A Educação que humaniza”. E para sua surpresa, apareceram vários artigos com conteúdos muito semelhantes ao do mundo eclesial. “Foi aí que eu entendi que os educadores almejavam o mesmo que nós”, explicou padre Anderson Gomes.

Ainda durante sua pesquisa ele relacionou os conteúdos encontrados com o trabalho desenvolvido pelo Papa Francisco, que independente de religião, hoje é uma referência mundial de humanidade, acolhimento e humildade e o que ele prega e pratica mundo afora é o que o padre defende que seja feito pelos educadores.

“Saiam de suas casas, vão conhecer seus alunos. Gestores, vão conhecer seus professores. Saiam de seus sofás, vamos ao encontro das pessoas, vamos humanizar”, disse Gomes. E ainda completou: “uma educação humanizada não pode se preocupar só com o conteúdo, precisa se preocupar com as emoções também. Ninguém conversa mais, a preocupação é apenas em passar o conteúdo programado. Não coloque a doutrina na frente da caridade e assim deve ser na educação também, não coloque as regras à frente da humanização”.

De acordo com padre Anderson, “as pessoas mudam de religião por falta de afeto e acolhimento, então professores, não se trata de invadir a vida de seu aluno, mas de conhecer a sua realidade, de ouvi-lo. As pessoas querem ser reconhecidas e vivenciadas”, completou.

Para finalizar, padre Anderson fez uma reflexão sobre a música “Como nossos pais” e disse que a tradição é importante, seguirmos exemplos também, mas o mundo mudou, a realidade é outra e os educadores precisam de adaptar também e finalizou cantando a canção junto ao público visivelmente emocionado.

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