
O comerciante Alesson Ramos Ferreira, de 27 anos, foi atropelado e morto, na noite de quarta-feira (15), no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha. A vítima foi atingida por um carro branco, que não foi identificado e que fugiu do local do acidente. Testemunhas afirmaram para familiares do comerciante que o motorista estaria disputando um racha com uma caminhonete.
O atropelamento aconteceu na avenida Saturnino Rangel Mauro, às 21h40. A vendedora Jessika Rocha, de 24 anos, mulher de Alesson, afirmou que o marido foi buscá-la no shopping onde ela trabalha. ”Foi com um amigo de carro e me chamou para ir a um bar. Mas eu preferi ir para a casa da minha sogra, que fica perto. Encontrei a nossa filha de 2 anos e fui com ela encontrar o meu marido”, disse.
Ela afirmou que ainda levou o sobrinho, de 5 anos. “Encontrei o meu marido no bar e fomos para um trailer fazer um lanche, na avenida Santa Leopoldina. Mas um amigo do meu marido ligou para ele e pediu que ele voltasse no bar, pois iriam encerrar a conta. Eu pedi que ele não fosse, pois os lanches já iriam ficar prontos, mas ele foi”.
A vendedora afirmou que, minutos depois, ela pediu que o sobrinho fosse chamar Alesson para lanchar. ”Meu sobrinho foi e o meu marido deu a carteira para ele, falou que já estava indo para o trailer. Quando meu sobrinho estava voltando, ele ouviu um barulho forte e se assustou. Chegou no trailer contanto que achava que era tiroteio”, disse.
A mulher destacou que ligou para o celular do marido e que um homem atendeu a ligação. “Ele falou que tinha um homem morto no asfalto, usando boné branco. Fui para lá desesperada. Testemunhas falaram que dois veículos estavam disputando um racha e que meu marido foi atingido quando iria atravessar a rua, por um carro branco. Falaram que os carros estavam em alta velocidade”.
Ao ser atingido, Alesson foi arremessado por cerca de 20 metros. O pai da vítima, o policial federal Aloísio Ferreira, 52, ouviu outra versão para o acidente. Falaram que ele foi atingido assim que desviou das mesas que ficam na avenida e dos cones que separaram as mesas da avenida.
Testemunhas afirmaram que o motorista da caminhonete, que seria uma Hilux, chegou a parar no local, mas que teria sido agredido por pessoas que presenciaram o acidente. Já o motorista do carro branco não parou.
Simony Giuberti