
O que você acha da organização do trânsito de Vitória? Enquete na homepage do Tribuna Online, na seção Sua Opinião, está medindo a avaliação do usuário do trânsito na capital com opções que vão de “excelente” a “péssima”.
Até o momento, com 24 horas no ar, a opção “péssima” lidera com 38% dos votos, seguida por “ruim” com 21%.
A enquete deve ficar no ar até o próximo domingo.
Vitória tem 400 sinais ultrapassados
Vitória tem 219 cruzamentos controlados por semáforos que são responsáveis por oferecer mais seguranças nas vidas da capital. No entanto, metade desses equipamentos, cerca de 400 semáforos, segundo a prefeitura, são de tecnologia ultrapassada, analógica.
De acordo com especialistas, esse tipo de semáforo é ultrapassado quando comparado aos modelos tecnológicos já existentes. “Esse modelo é ultrapassado, porque há modelos melhores, que fazem a programação de fluxo dos veículos de forma automática. Dessa forma, eles conseguem fazer uma leitura do trânsito e dão mais dinamismo ao fluxo de veículos”, destacou o professor de Engenharia de Tráfego da UVV, Fábio Romero.
Segundo o arquiteto e urbanista especialista em trânsito André Abe, o semáforo analógico funciona de forma programada, como um relógio. “Ele não faz leitura do trânsito e, por isso, pode prejudicar o fluxo dos carros. Além disso, por não ter comunicação com uma central, não há como saber quando queima ou quando está sem sincronia, se ninguém avisar o que está acontecendo”.
Motorista há 10 anos, GeraldoCosta, 45 anos, contou que há muitos sinais na cidade sem sincronia e que isso acaba prejudicando muito o dia a dia dos motoristas.
“Acho que tem que investir mais em tecnologia para melhorar o trânsito de Vitória. A falta de sincronismo nos sinais gera muito transtorno e demora no trânsito”, contou.
O motorista reclama também da enorme quantidade de semáforos pela cidade. “Será que é preciso isso tudo mesmo? É muito sinal, em menos de cinco quilômetros temos de passar por mais de 30 semáforos. Acho exagerado!”.
De acordo com o engenheiro civil e especialista em trânsito Luiz Carlos Menezes, tudo tem que evoluir, melhorar no trânsito, mas a tecnologia ultrapassada não é a única culpada.
Segundo ele, o grande problema dos cruzamentos da capital são os sinais de três tempos.
“As cidades mais evoluídas, são vias de mão única, nas quais diminuiu muito a necessidade de semáforos de três tempos que deixa o trânsito ainda mais lento. Vitória também tem que evoluir”, destacou ele.
Prefeitura anuncia substituição
A Prefeitura de Vitória vai trocar os semáforos da capital. De acordo com secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana, Tyago Hoffmann, as principais avenidas de Vitória vão ganhar nova tecnologia semafórica.
“Temos cerca de 800 semáforos, sendo que 10% deles já têm a tecnologia inteligente, 40% são digitais e 50% ainda são analógicos, que estão sendo mudados”.
O secretário disse que os equipamentos da avenida Beira-Mar, entre o novo Hospital São Lucas, até o cruzamento da Leitão da Silva, já foram trocados. “Nesse trecho tínhamos semáforos analógicos que foram substituídos por semáforos digitais. Já na avenida Nossa Senhora dos Navegantes e Saturnino de Brito, por exemplo, já temos os semáforos inteligentes. Na Reta da Penha, eles também estão sendo substituídos.”
Hoffmann explicou que os semáforos digitais têm comunicação com a Central de Semáforo de Vitória, onde técnicos fazem a leitura e controlam o trânsito. Já o semáforos inteligentes fazem a leitura da quantidade de carros, por meio de sensores, e mudam o tempo do sinal sem a interferência de técnicos. Já os analógicos, não têm nenhuma comunicação e só são ajustados de forma manual.
Reportagem de Lorrany Martins publicada na edição de A Tribuna desta quinta-feira (20).