
Depois de terem surpreendido a população com uma paralisação na manhã de segunda-feira (28), motoristas e cobradores de ônibus prometem novos protestos nesta semana com marcha lenta. Na semana que vem, a categoria decide se entra ou não em greve. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado (Sindirodoviários), Edson Bastos, as manifestações são motivadas pela falta de acordo entre a categoria e empresários do setor para decidir o reajuste salarial.
Insatisfeitos, motoristas e cobradores deixaram de sair das garagens, de acordo com Bastos, das 5 às 7 horas de segunda, pegando de surpresa a população. Os reflexos da paralisação chegaram a ser sentidos durante toda a manhã. O presidente do sindicato descartou novas paralisações como a de segunda, mas afirmou que os rodoviários vão fazer outras formas de protesto, como a marcha lenta. “Vamos chamar os rodoviários para uma caminhada da sede do sindicato (próximo à Avenida Vitória) até a sede do governo do Estado (no Centro). Os ônibus que estiverem na região vão seguindo lentamente.”
Bastos enfatizou que a data ainda será definida. “Na próxima semana, vamos chamar a categoria para uma assembleia para explicar a situação e saber se eles querem entrar em estado de greve.”
O presidente do Sindirodoviários frisou que, caso seja desejo dos rodoviários, a greve pode acontecer entre a segunda e a terceira semana de dezembro. “Dia 31 de outubro iniciamos as negociações. Pedimos 15% de reajuste para iniciar o debate. Os empresários pediram tempo para negociar com o governo do Estado. Na quinta-feira, eles informaram para os rodoviários que o reajuste era zero. Não vamos aceitar isso.”
O Conselho de Administração do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) informou que em nenhum momento propôs reajuste zero aos rodoviários. O GVBus afirmou que depende de um posicionamento do governo do Estado sobre o reequilíbrio dos contratos de concessão do sistema Transcol, decorrente do reajuste da tarifa abaixo da inflação e de mudança no cálculo do subsídio.
Já a Secretaria dos Transportes e Obras Públicas informou que a solicitação dos empresários será analisada. Informou ainda que o subsídio, no valor de R$ 9,5 milhões, é repassado mensalmente aos consórcios que operam o sistema.
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