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Protesto de taxistas interrompe trânsito por 40 minutos

Em protestos contra taxistas clandestinos, os taxistas do aeroporto de Vitória fecharam as duas faixas da pista da Reta do Aeroporto, no sentido ...

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Em protestos contra taxistas clandestinos, os taxistas do aeroporto de Vitória fecharam as duas faixas da pista da Reta do Aeroporto, no sentido Vitória-Serra, ateando fogo em pneus. O protesto aconteceu na tarde de ontem e reteve o trânsito no local por cerca de 40 minutos. Os manifestantes reclamam que não há segurança para trabalhar no aeroporto, que a fiscalização não é realizada pela prefeitura e pedem mais segurança.
De acordo com a lei 7100/2007, taxistas de outros municípios não podem fazer ponto em Vitória. Mas, a realidade, segundo eles, é diferente. “Nós queremos segurança. Carros clandestinos estão trabalhando aqui dentro e nos ameaçando, perseguindo. Eu já sofri uma tentativa de homicídio e tomei um prejuízo de 4 mil reais no meu carro”, afirmou o taxista do aeroporto Pedro Araújo da Silva, 46, que atua na área há 11 anos.

De acordo com o segundo-tenente da Polícia Militar, Ranieri Gomes Couto Filho, a manifestação foi pacífica, o Corpo de Bombeiros conteve o fogo, que foi colocado em pneus para bloquear pista e cerca de oito taxistas foram levados para o DPJ de Vitória para prestar esclarecimentos.

A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória (Setran) informou, por nota, que mantém equipes de fiscalização de táxis trabalhando
continuamente no combate ao transporte clandestino. “A fiscalização acontece principalmente no Aeroporto e na Rodoviária, mas também em pontos com
demandas, pelo 156, além da fiscalização volante, que circula em todos os pontos de táxi da cidade”, diz a nota.

Segundo a Setran, neste ano, já foram realizadas 47 ações de fiscalização em parceria com a Guarda Municipal e quase 70 motoristas foram autuados como táxis
clandestinos. Os motoristas clandestinos, que fazem ponto em Vitória, são autuados através da Lei 7100/2007, com multa no valor de R$ 875,31, e na reincidência são multados em R$ 1.312,98.
Reportagem: Verônica Aguiar

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