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Mais de 11 toneladas de “Camarão-gigante” foram produzidas no ES

Produção fortalece a aquicultura capixaba fora da faixa litorânea, uma vez que realiza sua fase de engorda em água doce

Mais de 11 toneladas de “Camarão-gigante” foram produzidas no ES
- Camarão-gigante pode atingir mais de 30 centímetros, sendo uma das maiores espécies cultivadas no País
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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A criação do camarão-gigante-da-Malásia de água doce já ultrapassa 11,3 toneladas no Espírito Santo, fortalecendo a aquicultura fora da faixa litorânea. A espécie pode atingir mais de 30 centímetros de comprimento, o que a coloca entre as maiores cultivadas no País.

Dados da Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) mostram que Governador Lindenberg lidera a produção estadual, concentrando mais de 66% do total, com cerca de 7,5 mil quilos por ano. Em seguida aparecem Ibiraçu, com 2,95 mil quilos (26%), Alfredo Chaves, com 500 quilos (4,4%), e Marilândia, com 400 quilos (3,5%).

Tradicionalmente associada ao cultivo de peixes, especialmente a tilápia, a aquicultura capixaba começa a incorporar novas espécies como estratégia de diversificação produtiva e econômica.

O camarão-gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii) surge nesse contexto como uma alternativa viável para produtores do interior, por realizar sua fase de engorda em água doce, dispensando a proximidade com o litoral.

Segundo a engenheira de pesca da Seag, Naessa Martins, apesar do potencial, o cultivo exige atenção técnica permanente.

“O acompanhamento contínuo é importante, desde a implantação do sistema até a despesca. A qualificação do produtor é fundamental para a adoção de boas práticas de manejo, redução de perdas, melhoria do desempenho produtivo e correta manipulação do alimento no pós-despesca”, explica.

A possibilidade de cultivo em viveiros escavados amplia o alcance da atividade aquícola para áreas rurais, integrando-se a propriedades já dedicadas à agricultura e à pecuária. Com alto rendimento de carne e boa aceitação gastronômica, a espécie desperta interesse comercial, sobretudo em nichos de mercado que valorizam produtos diferenciados.

Ainda concentrada em poucos municípios, a criação do camarão-gigante no Espírito Santo é vista como um segmento em expansão. A expectativa do setor é que o avanço da qualificação dos produtores e o fortalecimento da cadeia produtiva contribuam para ampliar a participação da espécie na aquicultura estadual, gerando renda e emprego.

Saiba mais

Produção de Camarão-gigante no Espírito Santo

  • Produção total em 2024: 11,35 toneladas
  • Ambiente de cultivo: água doce, em viveiros escavados no interior do Estado
  • Comprimento da espécie: mais de 30 centímetros, entre as maiores espécies cultivadas no País

Produção por município

  • Governador Lindenberg: 7,5 toneladas (66,1%)
  • Ibiraçu: 2,95 toneladas (26%)
  • Alfredo Chaves: 500 kg (4,4%)
  • Marilândia: 400 kg (3,5%)



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