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GRANDE RECIFE

Passagem mais cara: Governo homologa reajuste e Bilhete Único vai a R$ 4,50

Novos valores passam a valer em 1º de fevereiro; decisão da Arpe ocorre sob investigação do Ministério Público

Terminal de ônibus Joana Bezerra
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O bolso do passageiro do Grande Recife já tem data para sentir o peso do novo aumento de passagens. O governo de Pernambuco, por meio da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), homologou, nesta quinta-feira (22), o reajuste de 4,46% nas tarifas de ônibus. O Bilhete Único (Anel A), que atende a maioria da população, sobe de R$ 4,30 para R$ 4,50 a partir do dia 1º de fevereiro.

A medida impactará diretamente a vida de cerca de 1,8 milhão de usuários do transporte público na Região Metropolitana.

Para sustentar a operação do sistema em 2026, o Governo do Estado prevê um aporte de R$ 500 milhões em subsídios.

Além do Bilhete Único

O reajuste não para no anel principal. O Anel G passará a custar R$ 3,00, enquanto as linhas opcionais, como as de Setúbal, Piedade e Candeias, sobem para valores entre R$ 5,80 e R$ 8,70. Para quem viaja até Porto de Galinhas, a tarifa da linha sem ar-condicionado saltará para R$ 15,40.

A pressão externa

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por sua vez, investiga a reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) que aprovou o aumento. Há suspeitas de cerceamento de defesa e falta de documentos técnicos durante a votação, o que pode levar a uma judicialização para barrar o novo preço.

A Frente de Luta pelo Transporte Público questiona a transparência do cálculo e aponta o impacto financeiro para os usuários de baixa renda. 

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