A orla da Praia de Camburi, em Vitória, foi totalmente tomada por bolsonaristas ontem durante o “Bloquinho do 22”, que contou com as presenças de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Rep-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG) e outras lideranças da direita nacional, além de Lorenzo Pazolini (Rep).
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Após um pouco de atraso, todos subiram juntos no carro de som. Nikolas e Lucas Polese (PL) animaram os militantes, enquanto a caixa de som tocava música contra Lula e o PT.
Neste momento, algo que tem chamado atenção nessa eleição aconteceu. Pazolini, mais do que nunca, concretizou sua aliança com o bolsonarismo.
Feliz na vida, visto o resultado alcançado no primeiro turno, até cantava junto dos aliados — fora do microfone —, letras contra o PT. Além disso, participou das “dancinhas” lideradas por Nikolas, Flávio, Polese e Lucas Pavanato.
Um Pazolini muito diferente comparado a outras eleições, adotando uma outra estratégia.
Quais são as mudanças?
Nunca foi do perfil político de Lorenzo Pazolini em sua vida pública participar de “dancinhas” e entrar em polêmicas como “direita contra esquerda”, ou “PL contra o PT”.
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Ficou claro ontem que, se ainda havia qualquer dúvida, não existe mais.
Pazolini literalmente “veste” a camiseta amarela e se consolida como uma das lideranças desse espectro político em terras capixabas.
Balanço do “Bloquinho”
A coluna esteve no evento e acompanhou o percurso do trio elétrico. O “bloquinho” serviu para reafirmar apoio de Flávio e Tarcísio — este não se manifestou nenhuma vez no microfone — ao candidato Pazolini, mas, acima de tudo, deu uma dimensão ao mercado político capixaba da importância que está sendo para o republicano ter a militância bolsonarista consigo durante esse pleito.
Disputa vai ser quente até o final…
Ao longo do percurso do trio de Flávio e Pazolini, apartamentos exibiam apoio ao presidenciável, enquanto outros faziam questão de lembrar que Lula também tem torcida.
Claro que não faltaram provocações entre as duas alas da militância, mas tudo dentro do respeito.
É “o cara” dele
O candidato a governador Ricardo Ferraço (MDB) se reuniu ontem com lideranças, além de participar de carreta motorizada na Região 5 de Vila Velha.
Chama atenção que ainda mais que no primeiro turno, o seu principal cabo eleitoral e braço direito, Renato Casagrande (PSB), tem intensificado as agendas junto ao emedebista e pedido votos para ele em suas redes sociais.
Casagrande, em nenhum momento, solta a mão de Ricardo.
Ricardo pode colher algo de bom do “Bloquinho”?
Após a carreata de Flávio, Pazolini e outras lideranças da direita, ontem, a coluna conversou com interlocutores de Ricardo Ferraço.
A avaliação interna é de que, com a imagem do republicano cada vez mais atrelada ao bolsonarismo, eleitores de Helder Salomão (PT) no primeiro turno que ainda resistiam ao emedebista podem decidir, nesta semana, votar em Ricardo justamente para evitar a eleição do grupo ligado ao PL.
Ceninhas da carreata
Além de apartamentos de militantes do PL e do PT, também houve outras curiosidades durante os atos.
Veja alguns desses momentos:
Última semana!
Os candidatos ao governo Lorenzo Pazolini (Rep) e Ricardo Ferraço (MDB) terão somente mais essa semana para fazerem campanha.
Pazolini tem a missão de manter a dianteira alcançada no primeiro turno, enquanto Ricardo busca o vira voto.
Última semana! II
As mudanças vistas nas estratégias de campanha de Ricardo, sobretudo nas redes sociais, foram nítidas nos últimos dias.
Conteúdo mais direto e um plano de “comparação” entre ele e o adversário republicano.
Aquele empurrãozinho…
Ricardo deve ter nesta reta final uma presença mais assídua dos prefeitos da Grande Vitória que apoiam sua reeleição.
Expectativa de mais aparições com Arnaldinho, Euclério e Weverson, por exemplo.