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Eleição da Mesa Diretora de Vitória pacificada?

Imbróglio acontece há meses. Prefeitura de Vitória pode "ter" espaço na Mesa

Vereadores da capital durante sessão ordinária: eleição da Mesa Diretora deve ser definida nas próximas semanas
Foto de perfil de Eduardo Maia

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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Desde os primeiros meses do ano, as discussões sobre a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara de Vitória esquentaram os corredores e o plenário da Casa. Agora, ao que tudo indica, a situação começa a se pacificar.

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Os vereadores do G-15 — grupo que apoia Dalto Neves (SDD) à presidência — se reuniram na quarta-feira para reafirmar o apoio ao vereador.

Entre eles, a avaliação é de que os nomes ligados à Prefeitura de Vitória não têm sequer o mínimo de sete integrantes para inscrever uma chapa.

A diferença em relação aos meses anteriores é de que a prefeitura deve indicar nomes para compor a Mesa que sejam mais alinhados ao Executivo do que os que fazem parte da oposição.

Ou seja, a chapa não deve ser exclusivamente de oposição à gestão de Cris Samorini (PP). A expectativa é de que o projeto deva ser pautado na primeira semana após o segundo turno.

Na contramão do STF

​Enquanto se debate a aprovação das emendas impositivas pela Assembleia Legislativa, em 1,55% do orçamento estadual, a Câmara de Linhares saiu na frente e foi além do estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia Mais: Qual será o custo do apoio de Flávio Bolsonaro a Pazolini?

O Legislativo da cidade, segundo apuração da coluna, aprovou a fatia em 2%, superando o limite fixado pela Corte.

Como vai ficar?

​A medida garante R$ 23 milhões divididos entre os 17 vereadores em 2027. O impasse recai sobre a prefeitura, que deve incluir o montante na LOA até 30 de outubro.

O presidente da Casa, Roninho Passos (Pode), pretende a partir da próxima semana, começar a dialogar com os demais vereadores para fazer o ajuste seguindo a porcentagem de 1,55%.

Luta ferrenha

O Estado registrou, no primeiro turno das eleições de 2026, a maior abstenção dos últimos 24 anos. Quase 640 mil eleitores aptos a votar não compareceram às urnas no último dia 4 de outubro.

Agora, a estratégia dos candidatos ao governo Lorenzo Pazolini (Rep) e Ricardo Ferraço (MDB) é tentar convencer parte desse eleitorado a votar no segundo turno, no próximo dia 25, e conquistar esses votos para si. A tarefa, porém, não é simples.

Daqui a pouco começa…

Faltam apenas alguns meses para diversos gabinetes da Assembleia Legislativa serem desocupados por deputados que não se reelegeram no pleito deste ano.

Como acontece em praticamente toda legislatura, a disputa pelas salas deve “correr solta” pelos andares da sede do Legislativo.

Encontro com a juventude mirando a reta final

O candidato ao governo do Estado Ricardo Ferraço (MDB) participou ontem de um evento intitulado “Encontro com as juventudes”, no comitê central de campanha, em Vitória.

A coluna apurou que a organização do evento abriu diálogo com juventudes partidárias que estão, inclusive, fora da coligação de Ricardo, além de juventude religiosa de diversas denominações e também grupos empresariais.

Aposta nesse público para o chamado “vira voto”.

“Vitória dos trabalhadores”

Deputada federal Jack Rocha (PT), coautora de uma das propostas que deram origem à PEC da escala 6×1, acompanhou a votação no Senado e comemorou a aprovação.

Para ela, a medida representa conquista histórica dos trabalhadores, após anos de mobilização por mais tempo para descanso e convivência familiar.

Parlamentar desabafou

José Esmeraldo (União Brasil), que se reelegeu deputado estadual neste ano, desabafou durante a sessão:

“Foi uma eleição que as pessoas votaram não no indivíduo que trabalha, que ajuda, resolve, mas na ideologia. Essa eleição foi ideológica. Por isso que a votação de pessoas como nós, me incluo, foi baixa”, ressaltou.

Parlamentar desabafou II

“Isso é muito lamentável. O trabalho, hoje, está sendo pouco valorizado”, finalizou o experiente deputado.

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