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Cidades

Vida Pet: até tratamento a laser para cuidar de galos

Famílias adotam aves de estimação que ganham cuidados especializados, com direito a atendimento VIP e até nebulização

O veterinário Gabriel Breder realizando o tratamento para a pododermatite do galo Júlio, auxiliado pela estagiária Milena Jordão
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


Os galos têm conquistado o coração das famílias. Criados como pets, eles também precisam de acompanhamento médico especializado, com tratamentos que incluem laser e até nebulização.

Esse é o caso do galo Júlio. Sua tutora, a bibliotecária Roberta Trindade Falcão, conta que, nos últimos anos, o animal apresentou um quadro de pododermatite, e também de sinusite crônica.

O veterinário do animal, Gabriel Breder de Paula Dutra, do Hospital Veterinário Silvestres, explica que a pododermatite é uma inflamação na pata.

“O quadro pode ser causado por excesso de peso, alguma lesão antiga ou até um machucado que não foi bem cuidado no início”.

O tratamento inclui medicação, fisioterapia e sessões de laser. “Em casos mais graves, pode surgir a necessidade de uma cirurgia de limpeza ou até mesmo a amputação do membro”, diz ele, auxiliado pela estagiária Milena Jordão.

Já a sinusite crônica é um quadro comum em aves e o tratamento é semelhante aos indicados para humanos. “A gente faz a nebulização e, em alguns casos, também administramos o uso de antibióticos”, explica Gabriel.

Um outro ponto de atenção é a alimentação, como lembra o veterinário Eduardo Lázaro.

“Os galos são animais muito curiosos, que comem o que encontram pela frente e, por isso, têm tendência à obesidade. A alimentação deles deve ser bem regulada, com folhas escuras e rações de manutenção”.

Eduardo adiciona que, nos últimos anos, o tratamento para galos tem evoluído bastante, com técnicas parecidas com as da medicina humana. Porém, é importante buscar um especialista.

“Sem um profissional capacitado, muitas vezes o tratamento não tem a eficácia esperada. É fundamental que o veterinário tenha especialização em medicina de animais não convencionais”.

Roberta conta que faz de tudo para manter o bem-estar do animal, que chegou em sua vida há seis anos e já virou o xodó da família inteira. “Ele se comporta quase como um cachorro. Gosta de estar sempre perto da gente e adora ficar no meu colo”.

Ela diz que o animal vive como um verdadeiro pet. “A gente faz de tudo para dar a melhor qualidade de vida para ele”.

Saiba Mais 

Atenção com alimentação e temperatura

Principais cuidados

Alimentação: Evitar excesso de milho, reduzir carboidratos e frutas, e não oferecer restos de comida humana. Priorizar rações de manutenção e folhas verde-escuras.

Parasitose: Manter os exames em dia para combater parasitas, pois é uma das doenças que mais acometem esses animais.

Doenças respiratórias: Proteger o animal de frio, umidade e correntes de vento, para evitar o risco de sinusite, pneumonia e outras doenças respiratórias.

Plantas tóxicas: Evitar acesso a plantas como espada-de-são-jorge, suculentas e outras espécies ornamentais.

Patas: Manter o ambiente limpo e seco, evitar superfícies ásperas e observar feridas ou calos nas patas para evitar a pododermatite.

Tratamentos inovadores

Laserterapia.

Terapia com canabidiol.

Psiquiatria veterinária.

Nebulização e homeopatia.

Tomografia e fisioterapia.


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