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Cariacica

“Um milagre estar viva”, diz conselheiro sobre bebê que caiu de 3º andar

Bebê de 1 ano e meio caiu do 3º andar de um prédio em Flexal II, mas não teve lesão grave. A menina foi levada para um abrigo

Hospital Infantil, em Vitória, para onde a criança foi levada após passar pelo Pronto Atendimento do bairro
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização



Um bebê de um ano e seis meses caiu do terceiro andar de um prédio em Flexal II, Cariacica, onde morava com a mãe. O caso aconteceu na noite da última quarta-feira e a criança foi levada para o Pronto Atendimento (PA) do bairro, onde passou por uma avaliação, e depois foi encaminhada ao Hospital Infantil, em Vitória.

Ainda no PA, os plantonistas acionaram o Conselho Tutelar, que passou a acompanhar o caso. O conselheiro Marcos Paulo Fonseca diz que, apesar da queda, o quadro do bebê é estável.

“Eu considero que foi um verdadeiro milagre ela estar viva. Porque apesar da altura, não teve nenhuma lesão grave, apenas escoriações no ombro e na testa”.

A criança recebeu alta e foi levada para um abrigo. Marcos explica que a decisão foi tomada após a suspeita de negligência e maus-tratos, já que, segundo ele, o bebê ainda não foi registrado.

“A avó materna disse que o pai pegou a Declaração de Nascido Vivo para fazer o registro quando o bebê tinha seis meses, mas não retornou. Mesmo assim, a família foi orientada pela maternidade sobre como solicitar a segunda via e não tomou providências”.

O conselheiro diz ainda que vários adultos estavam na casa no momento da queda.

“Há, inclusive, comentários de vizinhos de que poderia estar acontecendo uma festa no local e que a mãe do bebê teria virado a noite acordada”.

A avó materna chegou a manifestar interesse em ficar com a neta. Porém, o Conselho Tutelar considerou a situação inadequada.

“A avó disse que trabalha de dia e à noite. Entendemos, então, que ela não pode cuidar da criança”, diz Marcos.

O bebê deve seguir em acolhimento institucional até a decisão da Justiça.

Família

Em entrevista ao Tribuna Online na quinta-feira, a família contestou a versão do Conselho Tutelar afirmando que a criança não sofre maus-tratos e que também não houve negligência no momento da queda.

De acordo com a mãe, a filha estava brincando na sala da casa da tia quando subiu no sofá e, repentinamente, colocou a perna na janela e caiu.

Quanto ao registro, a mãe explicou que o pai perdeu o documento ao ser assaltado no Rio de Janeiro. Ela afirma que, desde então, tem tentado resolver a situação.



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