
O ex-ministro Paulo Bernardo e mais 19 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal em São Paulo nesta segunda-feira, 01. Elas foram acusadas de montar uma organização criminosa no Ministério do Planejamento, entre os anos de 2009 e 2015, que seria responsável por lavar dinheiro e pagar propinas para o PT e agentes públicos e privados que superam R$ 100 milhões.
Bernardo já havia sido indiciado pela Polícia Federal, com outras 21 pessoas, no esquema que foi desmontado na Operação Custo Brasil deflagrada no dia 23 de junho.
O MPF ofereceu três denúncias, em uma delas, o ex-ministro e mais 12 pessoas são acusados de cinco crimes: organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução da investigação; pelo contrato fraudulento da empresa Consist no ministério do Planejamento.
A Operação Custo Brasil apurou o pagamento de propinas a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério, e relacionado a contratos de prestação de serviços de informática, entre os anos de 2010 e 2015.
Quando o ex-ministro foi indiciado, sua advogada, Verônica Sterman, disse não ter tido acesso aos documentos. “O ex-ministro Paulo Bernardo reitera que não participou ou teve qualquer ingerência na celebração ou manutenção do acordo de cooperação técnica celebrado autonomamente entre a Secretaria de Recursos Humanos do MPOG e as associações de Bancos e Previdência (ABBC e SINAPP). Também reitera que não recebeu qualquer quantia da Consist, direta ou indiretamente”, disse em nota.
Segundo a Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, a empresa contratada para o serviço, o Grupo Consist, cobrava mais do que deveria e repassava 70% do faturamento para políticos e para o PT.